Agro Notícias
ALGODÃO/CEPEA: Indicador volta a subir; vendedor está firme
Cepea, 09/03/2022 – As cotações da pluma estão em alta no Brasil neste início de mês, conforme apontam dados do Cepea. Nesta parcial de março (entre 25 de fevereiro e 8 de março), o Indicador CEPEA/ESALQ do algodão em pluma avançou 1,05%, fechando a R$ 6,9584/lp na terça-feira, 8 – no dia 7, o Indicador se aproximou dos R$ 7/libra-peso, fechando a R$ 6,9905/lp. No geral, contudo, os valores domésticos chegaram a oscilar com certa força, acompanhando as movimentações dos preços externos e do dólar. Segundo informações do Cepea, a sustentação veio da posição firme da maior parte dos cotonicultores, que, capitalizada e com boa parte da safra comprometida, volta as atenções ao cumprimento de contratos. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)
Agro Notícias
Milho dispara 12% em Sorriso e saca chega a R$ 47 com oferta limitada

O preço do milho registrou forte valorização em Sorriso, um dos maiores polos agrícolas de Mato Grosso. Em agosto, a saca do cereal alcançou média de R$ 47 no município, representando alta de aproximadamente 12% no período.
Os números constam no Agro Mensal, levantamento que acompanha o comportamento das principais commodities agrícolas. A valorização ocorre em meio à redução da disponibilidade do produto no mercado interno e às incertezas no cenário internacional.
Mesmo após a colheita da segunda safra, produtores seguem cautelosos nas negociações. Parte dos agricultores prefere manter o cereal armazenado, aguardando preços melhores, enquanto compradores encontram dificuldade para adquirir grandes volumes.
A menor presença de vendedores no mercado contribuiu para sustentar as cotações e ampliar a disputa pelo milho disponível. O movimento ganha importância em Sorriso, município que ocupa posição estratégica na produção nacional de grãos.
Mercado externo preocupa
Além da oferta limitada dentro do país, o mercado acompanha as oscilações internacionais, o comportamento do dólar e as condições das lavouras nos Estados Unidos. Esses fatores podem influenciar diretamente os preços praticados no Brasil.
As exportações brasileiras também permanecem no radar. Quando os embarques avançam, o volume disponível no mercado interno diminui, aumentando a pressão sobre compradores, especialmente indústrias de ração, frigoríficos e produtores de proteína animal.
Apesar da alta registrada em agosto, especialistas avaliam que o mercado ainda pode apresentar forte volatilidade. O comportamento dos preços dependerá do ritmo das vendas dos produtores, da demanda interna e externa, do câmbio e das perspectivas para a próxima safra.
Em Sorriso, a valorização para R$ 47 por saca representa uma recuperação importante para os produtores, mas também pode elevar os custos de setores que utilizam o milho como matéria-prima.
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