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Abrapa estima crescimento de 27% da produção de algodão na safra 2022/2023

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) reduziu, nesta sexta-feira (28), a projeção da colheita de algodão da safra 2021/2022. As estimativas passaram de 2,6 milhões de toneladas, previstas em junho, para 2,5 milhões.

Segundo o presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato, o movimento de queda é resultado dos problemas climáticos que afetaram as regiões produtoras. Apesar da oscilação negativa, o volume de pluma da colheita 2021/2022 é superior às 2,36 milhões colhidas na temporada passada.

Já para a safra 2022/2023, a associação estima a produção de 3,1 milhões de toneladas, apresentando alta de 27% em comparação ao total esperado para o ciclo 2021/2022, de 2,5 milhões. A área plantada também deve registrar um aumento de 9,3% frente a safra de 21/22, com esperados 1,78 milhão de hectares.

Fonte: AgroPlus

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Milho dispara 12% em Sorriso e saca chega a R$ 47 com oferta limitada

 

O preço do milho registrou forte valorização em Sorriso, um dos maiores polos agrícolas de Mato Grosso. Em agosto, a saca do cereal alcançou média de R$ 47 no município, representando alta de aproximadamente 12% no período.

Os números constam no Agro Mensal, levantamento que acompanha o comportamento das principais commodities agrícolas. A valorização ocorre em meio à redução da disponibilidade do produto no mercado interno e às incertezas no cenário internacional.

Mesmo após a colheita da segunda safra, produtores seguem cautelosos nas negociações. Parte dos agricultores prefere manter o cereal armazenado, aguardando preços melhores, enquanto compradores encontram dificuldade para adquirir grandes volumes.

A menor presença de vendedores no mercado contribuiu para sustentar as cotações e ampliar a disputa pelo milho disponível. O movimento ganha importância em Sorriso, município que ocupa posição estratégica na produção nacional de grãos.

Mercado externo preocupa

Além da oferta limitada dentro do país, o mercado acompanha as oscilações internacionais, o comportamento do dólar e as condições das lavouras nos Estados Unidos. Esses fatores podem influenciar diretamente os preços praticados no Brasil.

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As exportações brasileiras também permanecem no radar. Quando os embarques avançam, o volume disponível no mercado interno diminui, aumentando a pressão sobre compradores, especialmente indústrias de ração, frigoríficos e produtores de proteína animal.

Apesar da alta registrada em agosto, especialistas avaliam que o mercado ainda pode apresentar forte volatilidade. O comportamento dos preços dependerá do ritmo das vendas dos produtores, da demanda interna e externa, do câmbio e das perspectivas para a próxima safra.

Em Sorriso, a valorização para R$ 47 por saca representa uma recuperação importante para os produtores, mas também pode elevar os custos de setores que utilizam o milho como matéria-prima.

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