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Investigação Polícial

Pedreiro é condenado a 45 anos por sequestrar, estuprar e matar menina de 5 anos em Sorriso

Após 15 anos de espera, a Justiça de Sorriso, a 420 km de Cuiabá, condenou o pedreiro Antônio Ramos Escobar, 58 anos, a 45 anos de prisão pelo sequestro, estupro e assassinato da pequena Sara Pain, de 5 anos. O julgamento ocorreu na sexta-feira (14).

O crime aconteceu em 1º de junho de 2010, quando a menina brincava no quintal de casa, no bairro Primavera, e desapareceu sem deixar rastros. À época, buscas intensas foram realizadas e diversos familiares chegaram a ser interrogados, mas nenhuma prova concreta foi encontrada.

A virada no caso ocorreu somente em setembro de 2020, quando Escobar foi preso e confessou o crime. Ele admitiu ter levado Sara de bicicleta até uma obra próxima, onde cometeu os abusos, a matou e enterrou o corpo em um terreno baldio. Mesmo com escavações feitas posteriormente, os restos mortais da criança nunca foram localizados.

A investigação revelou ainda que o pedreiro guardava peças íntimas e objetos manchados de sangue de vítimas como forma de “troféu”. Entre os itens apreendidos estava a calcinha de Sara. O réu também já tinha antecedentes por crimes graves, incluindo estupro e o assassinato de um jornalista em Goiás.

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Mesmo sem o corpo da vítima, o Ministério Público sustentou que a confissão detalhada, o histórico criminal e as provas materiais encontradas eram suficientes para responsabilizá-lo. O Tribunal do Júri concordou e condenou Escobar pelos três crimes.

O caso, que marcou Mato Grosso em 2010, teve seu desfecho judicial apenas em 2025, trazendo algum alívio à família após anos de angústia e incerteza.

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Investigação Polícial

Megaoperação do Gaeco de SC mira expansão do PCC em Mato Grosso e outros cinco estados

Mato Grosso está entre os seis estados onde a Operação Coluna Sul, deflagrada na manhã desta quarta-feira (1º) pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), cumpre 320 ordens judiciais contra integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). A ofensiva tem como alvo suspeitos de coordenar a expansão da facção criminosa e comandar atividades ilícitas dentro e fora do sistema prisional catarinense.

Ao todo, estão sendo cumpridos 151 mandados de prisão temporária e 169 de busca e apreensão em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais.

Segundo o MPSC, as investigações revelaram que o grupo criminoso estruturava uma rede denominada “Coluna Sul”, criada para fortalecer e ampliar a atuação do PCC nos três estados da Região Sul, além de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

A operação é um desdobramento da Operação Maserati e busca enfraquecer a estrutura de comando da organização criminosa. Conforme as investigações, os alvos são suspeitos de envolvimento em crimes como organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídios e porte ilegal de armas de fogo.

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Durante o cumprimento dos mandados, agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Paraná foram recebidos a tiros por suspeitos. Houve confronto armado e um integrante da facção morreu. De acordo com o Ministério Público, o criminoso utilizava uma pistola equipada com seletor de rajada para atirar contra os policiais.

Além das equipes de Santa Catarina, participam da operação integrantes dos Gaecos e forças de segurança de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais.

Os materiais apreendidos durante as diligências serão encaminhados à Polícia Científica de Santa Catarina para a realização de exames periciais. Após a conclusão dos laudos, as evidências serão analisadas pelo Gaeco, que dará continuidade às investigações conduzidas pela 39ª Promotoria de Justiça da Capital. (HNT)

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