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Investigação Polícial

Suspeito de matar cunhada em MT mantinha relação amorosa com vítima após prisão do irmão

Durante a audiência de custódia, Gutemberg Lima Santos, de 29 anos, suspeito de matar a cunhada a facadas, afirmou que mantinha um relacionamento amoroso com a vítima, Laila Caroline Souza da Conceição, também de 29, após a prisão do irmão dele, com quem ela era casada. O crime, que é considerado o primeiro feminicídio registrado em Mato Grosso em 2026, ocorreu no domingo (11), dentro da casa da vítima, em Nova Maringá (MT).

Gutemberg teve a prisão convertida em preventiva pela Justiça de Mato Grosso, nesta segunda-feira (12), e vai continuar preso.

Laila, foi morta com 15 golpes de faca. Conforme a investigação, a Polícia Militar foi chamada por vizinhos que ouviram uma discussão e encontrou um dos filhos da vítima em desespero, pedindo socorro. A vítima foi achada caída no chão, com marcas de facadas, e teve a morte confirmada no local.

O suspeito fugiu antes da chegada da polícia, mas foi localizado pouco depois, correndo pelas proximidades com uma faca na mão e o corpo sujo de sangue.

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Em depoimento à Polícia Civil, Gutemberg confirmou que mantinha um relacionamento com a vítima. Segundo a apuração, os dois eram cunhados, e estavam juntos, após o irmão do suspeito ter sido preso.

O envolvimento teria se iniciado durante esse período e vinha sendo mantido apesar do vínculo familiar.

Extrema violência
Ao analisar a prisão em flagrante, o juiz Daniel Campos Silva de Siqueira entendeu que a detenção foi legal e que estavam presentes os requisitos para a prisão preventiva. A decisão destacou a gravidade do crime, cometido com extrema violência e em contexto doméstico, além do fato de crianças terem presenciado a agressão contra a mãe.

O magistrado também lembrou que o acusado já responde por outros crimes como ameaça e vias de fato, o que, segundo a decisão, indica riscos de novos crimes. Por isso, entendeu que outras medidas não seriam suficientes e manteve a prisão preventiva para garantir a ordem pública e o andamento da Justiça.

O Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar a criança que estava na casa no momento do assassinato.

Com a conversão da prisão em preventiva, Gutemberg permanecerá preso.

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Vaquinha
A família de Laila Caroline Souza da Conceição, realiza uma vaquinha para conseguir realizar o translado do corpo da jovem de Nova Maringá (MT) para Santa Bárbara (PA).

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Investigação Polícial

Justiça bloqueia até R$ 5,3 milhões de empresário e transportadora investigados na Operação Safra Desviada


O empresário Wagner Eduardo da Silva e a empresa W.E. Transportadora Ltda. tiveram determinado o bloqueio de até R$ 5.343.566,60 em ativos financeiros. Eles estão entre os investigados na segunda fase da Operação Safra Desviada, deflagrada nesta sexta-feira (24) pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).

De acordo com o Gaeco, a transportadora aparece como beneficiária de cessões de crédito supostamente fraudulentas, que teriam sido utilizadas para desviar pagamentos relacionados à comercialização de algodão.

A medida consta em decisão assinada pela juíza Cláudia Anffe Nunes da Cunha, do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Sinop.

Segundo a investigação, Joseandro Gomides da Cruz Lima, que atuava como funcionário de confiança do Grupo Lermen, teria direcionado vendas da produção para empresas apontadas como parceiras do suposto esquema.

A decisão judicial menciona que os pagamentos teriam sido desviados para contas de terceiros e de empresas consideradas de fachada pelos investigadores, entre elas a W.E. da Silva Transportadora Ltda.

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Conforme os elementos apresentados pelo Ministério Público, Wagner e a transportadora teriam recebido aproximadamente R$ 5,34 milhões por meio das cessões de crédito investigadas.

Ao autorizar o bloqueio, a magistrada considerou que existem indícios suficientes para a adoção da medida patrimonial, com o objetivo de preservar valores destinados a um eventual ressarcimento dos prejuízos e impedir a possível dissipação dos recursos durante a investigação.

Outros bloqueios
A medida não ficou restrita ao empresário e à transportadora. A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 4,77 milhões para cada investigado ou empresa, alcançando Renato Antonio Duarte, Marianna Costa Araújo Duarte Mota e as seguintes pessoas jurídicas:

Algodoeira Lucas Cotton, incluindo matriz e filiais;
Vila Maria Incorporações Ltda.;
Agropecuária MAP Ltda.;
OHD Indústria e Comércio de Óleos e Grãos Ltda.;
Ayla Participações e Empreendimentos Ltda.
Na decisão, a juíza destacou que as medidas assecuratórias buscam impedir a ocultação do patrimônio, preservar recursos para eventual reparação dos danos e retirar o possível proveito econômico obtido com as atividades investigadas.

Prejuízo estimado em R$ 28,77 milhões
A investigação do Gaeco apura um suposto esquema de desvio de cargas e de valores provenientes do beneficiamento e da comercialização de algodão pertencente ao Grupo Lermen.

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Segundo estimativa preliminar do Ministério Público, os prejuízos causados às vítimas podem chegar a R$ 28,77 milhões.

Entre as pessoas e empresas mencionadas na operação estão:

Algodoeira Lucas Cotton – Lucas do Rio Verde;
Algodoeira Lucas Cotton – Nova Ubiratã;
Algodoeira Lucas Cotton – Sorriso;
Renato Antonio Duarte – Lucas do Rio Verde;
Marianna Costa Araújo Duarte Mota – Sinop;
Agropecuária MAP Ltda. – Lucas do Rio Verde e Tapurah;
OHD Indústria e Comércio de Óleos e Grãos Ltda. – Lucas do Rio Verde;
Franklin Barros Borges – Nova Ubiratã;
Dayane Lessa de Souza – Sorriso;
Eduardo Faustino Pereira – Álvares Machado e Presidente Prudente, em São Paulo.
As investigações continuam. Os citados são considerados inocentes até eventual condenação definitiva pela Justiça.

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