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Investigação Polícial

Justiça bloqueia até R$ 5,3 milhões de empresário e transportadora investigados na Operação Safra Desviada


O empresário Wagner Eduardo da Silva e a empresa W.E. Transportadora Ltda. tiveram determinado o bloqueio de até R$ 5.343.566,60 em ativos financeiros. Eles estão entre os investigados na segunda fase da Operação Safra Desviada, deflagrada nesta sexta-feira (24) pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).

De acordo com o Gaeco, a transportadora aparece como beneficiária de cessões de crédito supostamente fraudulentas, que teriam sido utilizadas para desviar pagamentos relacionados à comercialização de algodão.

A medida consta em decisão assinada pela juíza Cláudia Anffe Nunes da Cunha, do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Sinop.

Segundo a investigação, Joseandro Gomides da Cruz Lima, que atuava como funcionário de confiança do Grupo Lermen, teria direcionado vendas da produção para empresas apontadas como parceiras do suposto esquema.

A decisão judicial menciona que os pagamentos teriam sido desviados para contas de terceiros e de empresas consideradas de fachada pelos investigadores, entre elas a W.E. da Silva Transportadora Ltda.

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Conforme os elementos apresentados pelo Ministério Público, Wagner e a transportadora teriam recebido aproximadamente R$ 5,34 milhões por meio das cessões de crédito investigadas.

Ao autorizar o bloqueio, a magistrada considerou que existem indícios suficientes para a adoção da medida patrimonial, com o objetivo de preservar valores destinados a um eventual ressarcimento dos prejuízos e impedir a possível dissipação dos recursos durante a investigação.

Outros bloqueios
A medida não ficou restrita ao empresário e à transportadora. A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 4,77 milhões para cada investigado ou empresa, alcançando Renato Antonio Duarte, Marianna Costa Araújo Duarte Mota e as seguintes pessoas jurídicas:

Algodoeira Lucas Cotton, incluindo matriz e filiais;
Vila Maria Incorporações Ltda.;
Agropecuária MAP Ltda.;
OHD Indústria e Comércio de Óleos e Grãos Ltda.;
Ayla Participações e Empreendimentos Ltda.
Na decisão, a juíza destacou que as medidas assecuratórias buscam impedir a ocultação do patrimônio, preservar recursos para eventual reparação dos danos e retirar o possível proveito econômico obtido com as atividades investigadas.

Prejuízo estimado em R$ 28,77 milhões
A investigação do Gaeco apura um suposto esquema de desvio de cargas e de valores provenientes do beneficiamento e da comercialização de algodão pertencente ao Grupo Lermen.

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Segundo estimativa preliminar do Ministério Público, os prejuízos causados às vítimas podem chegar a R$ 28,77 milhões.

Entre as pessoas e empresas mencionadas na operação estão:

Algodoeira Lucas Cotton – Lucas do Rio Verde;
Algodoeira Lucas Cotton – Nova Ubiratã;
Algodoeira Lucas Cotton – Sorriso;
Renato Antonio Duarte – Lucas do Rio Verde;
Marianna Costa Araújo Duarte Mota – Sinop;
Agropecuária MAP Ltda. – Lucas do Rio Verde e Tapurah;
OHD Indústria e Comércio de Óleos e Grãos Ltda. – Lucas do Rio Verde;
Franklin Barros Borges – Nova Ubiratã;
Dayane Lessa de Souza – Sorriso;
Eduardo Faustino Pereira – Álvares Machado e Presidente Prudente, em São Paulo.
As investigações continuam. Os citados são considerados inocentes até eventual condenação definitiva pela Justiça.

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Investigação Polícial

Megaoperação do Gaeco de SC mira expansão do PCC em Mato Grosso e outros cinco estados

Mato Grosso está entre os seis estados onde a Operação Coluna Sul, deflagrada na manhã desta quarta-feira (1º) pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), cumpre 320 ordens judiciais contra integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). A ofensiva tem como alvo suspeitos de coordenar a expansão da facção criminosa e comandar atividades ilícitas dentro e fora do sistema prisional catarinense.

Ao todo, estão sendo cumpridos 151 mandados de prisão temporária e 169 de busca e apreensão em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais.

Segundo o MPSC, as investigações revelaram que o grupo criminoso estruturava uma rede denominada “Coluna Sul”, criada para fortalecer e ampliar a atuação do PCC nos três estados da Região Sul, além de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

A operação é um desdobramento da Operação Maserati e busca enfraquecer a estrutura de comando da organização criminosa. Conforme as investigações, os alvos são suspeitos de envolvimento em crimes como organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídios e porte ilegal de armas de fogo.

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Durante o cumprimento dos mandados, agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Paraná foram recebidos a tiros por suspeitos. Houve confronto armado e um integrante da facção morreu. De acordo com o Ministério Público, o criminoso utilizava uma pistola equipada com seletor de rajada para atirar contra os policiais.

Além das equipes de Santa Catarina, participam da operação integrantes dos Gaecos e forças de segurança de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais.

Os materiais apreendidos durante as diligências serão encaminhados à Polícia Científica de Santa Catarina para a realização de exames periciais. Após a conclusão dos laudos, as evidências serão analisadas pelo Gaeco, que dará continuidade às investigações conduzidas pela 39ª Promotoria de Justiça da Capital. (HNT)

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