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Na Letônia mulheres alugam homens por hora devido a escassez

Na Letônia, um fenômeno silencioso vem moldando a rotina urbana e dando origem a serviços pouco comuns em outros países europeus: o aluguel de homens por hora para a realização de tarefas práticas do cotidiano. Longe de romance ou de tendências exóticas, a explicação está nos números da demografia.
De acordo com dados oficiais do país e de organismos europeus, a Letônia enfrenta há anos um desequilíbrio significativo entre homens e mulheres adultas. A expectativa de vida masculina é consideravelmente menor do que a feminina — em média, quase dez anos de diferença — resultado de fatores como doenças cardiovasculares, alcoolismo, hábitos de risco e histórico socioeconômico pós-soviético. Com isso, especialmente nas faixas etárias acima dos 40 anos, há muito mais mulheres do que homens no país.
Demografia que vira serviço
Esse cenário contribuiu para o surgimento e a popularização de serviços conhecidos informalmente como “homem por hora” ou “marido de aluguel”. A proposta é simples: profissionais do sexo masculino oferecem seu tempo mediante pagamento para executar tarefas práticas, como pequenos reparos domésticos, montagem de móveis, manutenção básica, transporte de objetos, jardinagem ou acompanhamento em atividades que exigem força física.
Apesar do apelido popular, não há envolvimento afetivo ou romântico. As empresas que operam nesse segmento deixam claro que o serviço é estritamente funcional, seguindo contratos formais, valores definidos por hora e regras semelhantes às de qualquer outro serviço sob demanda.
Público majoritariamente feminino
O principal público desses serviços são mulheres que vivem sozinhas, viúvas ou idosas, além de famílias monoparentais. Em muitos casos, a contratação substitui a ausência de um parceiro ou de familiares próximos para lidar com tarefas que exigem habilidades técnicas ou esforço físico.
Especialistas em sociologia apontam que o serviço não surge apenas por conveniência, mas também como resposta à transformação das estruturas familiares tradicionais e à urbanização. “É uma adaptação do mercado a uma realidade demográfica concreta. Onde há demanda, surgem soluções”, avaliam analistas locais.
Profissão regularizada e sem tabu
Ao contrário do que se poderia imaginar, o serviço não carrega grande estigma social na Letônia. As empresas anunciam abertamente em plataformas digitais, com avaliações de clientes, listas de serviços e preços transparentes. Muitos profissionais veem a atividade como uma fonte complementar de renda, especialmente em um país que ainda enfrenta desafios econômicos e migração de mão de obra jovem para outros países da União Europeia.
Reflexo de um problema maior
Para além da curiosidade, o fenômeno expõe um desafio estrutural enfrentado pela Letônia: o envelhecimento populacional e a redução contínua da população masculina. Especialistas alertam que, sem políticas públicas eficazes voltadas à saúde dos homens e à reversão do declínio demográfico, soluções de mercado como essa tendem a se tornar cada vez mais comuns.
Assim, o chamado “homem por hora” não é apenas um serviço inusitado, mas um retrato de como estatísticas populacionais podem influenciar diretamente o cotidiano, o trabalho e as relações sociais em um país inteiro.
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Nova Mutum a Lucas: Nova Rota rebate Sérgio Ricardo e afirma que duplicação da BR-163 prevê acostamento

A concessionária Nova Rota do Oeste rebateu as declarações do presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, sobre a qualidade das obras de duplicação da BR-163, especialmente em relação aos acostamentos da rodovia.
Em nota, a empresa afirmou que todos os trechos duplicados entregues contam com acostamento contínuo, conforme previsto no projeto executivo da concessão.
A manifestação da concessionária ocorre após vistoria realizada pelo presidente do TCE-MT na segunda-feira (11), entre os municípios de Nova Mutum e Lucas do Rio Verde. Durante a inspeção, Sérgio Ricardo criticou as dimensões dos acostamentos em alguns pontos da rodovia.
“Estou há 20 quilômetros tentando encostar o carro e não consigo. Não tem cabimento uma obra tão grande, com custos tão elevados, sem acostamento correto. Quando o Estado paga, ele paga pelo acostamento também”, declarou.
Em resposta, a Nova Rota afirmou que as obras seguem o padrão Classe 1A, que prevê plataformas de 10,30 metros por pista, incluindo duas faixas de rolamento de 3,60 metros cada, acostamento contínuo de 2,5 metros e faixa de segurança de 60 centímetros junto ao canteiro central.
O gerente de Obras da concessionária, Jhonatan Bezerra, afirmou que os trechos antigos da BR-163 também passam por adequações.
“Os trechos da pista antiga estão sendo recuperados com a implantação do acostamento. Esse trabalho já foi executado em 165 quilômetros e segue avançando, conforme previsto no contrato de concessão”, disse.
Segundo a empresa, os 230 quilômetros já entregues da duplicação possuem acostamento em toda a extensão. Atualmente, as obras estão concentradas nas regiões de Jangada, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sorriso e Sinop.
Durante a vistoria, Sérgio Ricardo também afirmou que o TCE-MT irá aprofundar a análise sobre os custos e a execução das obras na BR-163. Conforme o conselheiro, auditorias realizadas pelo órgão identificaram pontos que merecem atenção, incluindo diferença entre o valor inicialmente previsto em licitação e o contrato posteriormente executado.
As obras monitoradas pelo TCE-MT ao longo da BR-163 somam cerca de R$ 4,2 bilhões em investimentos vinculados à concessão da rodovia.
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