Diamantino
Homem é preso acusado de matar esposa e abandonar corpo enrolado em coberta na mata
Adalberto Ribeiro dos Santos, 53, foi preso nesse domingo (2) acusado de matar a companheira Kelma Dias da Silva, 39, e enrolá-la em um lençol, no distrito de Deciolândia, em Diamantino (208 km a médio-norte de Cuiabá). O corpo da vítima foi localizado apenas no dia 23 de novembro, 11 dias após o sumiço.
Conforme o delegado Marcos Bruzzi, o desaparecimento da vítima foi registrado no dia 12 de novembro. No dia 23 daquele mês, o corpo foi achado em área de mata enrolado em um cobertor xadrez e em estado de decomposição.
Durante investigação, uma testemunha identificou a coberta em que a vítima estava enrolada como sendo da residência do casal, colocando o companheiro da vítima como principal suspeito.
Além disso, o suspeito não comunicou o desaparecimento à polícia e se mudou para o município de Comodoro logo após o crime. O sumiço da vítima foi reportado à polícia por familiares.
Segundo a testemunha, o suspeito possui histórico de brigas com Kelma e passagens criminais por violência doméstica, inclusive contra outras companheiras.
Em depoimento, ele relatou que a mulher era usuária de drogas e devia a traficantes. A identificação dela foi realizada pela Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec) através de sua arcada dentária.
Após as buscas pelo paradeiro do suspeito, ele foi preso em Comodoro e teve sua prisão temporária cumprida.
Diamantino
Politec identifica corpo de Paulo encontrado em reserva de eucaliptos em Diamantino

Um trabalho de alta complexidade técnica realizado pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec-MT) permitiu a identificação de um corpo encontrado em avançado estado de decomposição no município de Diamantino. Através do cruzamento de impressões digitais, os peritos confirmaram a identidade de Paulo Cristian Leandro Barboza Braga, de 25 anos, natural de Iacri (SP), que estava desaparecido desde o dia 3 de abril.
O cadáver foi localizado no último dia 7 de maio, ocultado em uma região de reserva florestal de eucaliptos. Devido ao tempo de exposição aos elementos e ao estado do corpo, o reconhecimento visual era inviável, tornando a perícia papiloscópica a via principal para a identificação oficial.
A Ciência contra a Decomposição
Para viabilizar a coleta das digitais em um corpo enterrado há mais de 30 dias, a equipe da Politec aplicou técnicas especializadas de reidratação e recuperação de tecidos. Esse processo laboratorial é necessário para restaurar a textura da pele dos dedos, permitindo o decalque das papilas dérmicas mesmo em condições extremas.
O procedimento, realizado no Instituto Médico Legal (IML) de Diamantino, levou cerca de 48 horas de dedicação técnica. O trabalho foi conduzido pela papiloscopista Isabela Mendes Pacheco Narita (unidade de Nova Mutum), com o suporte do papiloscopista Osmair de Gois (unidade de Lucas do Rio Verde).





