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Vídeo mostra criança andando do lado de fora de janela em apartamento em MT

Um vídeo que circula nas redes sociais desde segunda-feira (16) gerou desespero e aflição entre internautas. Nas imagens, divulgadas pelo portal Burburinho MT, uma criança aparece do lado de fora da janela de um apartamento em um condomínio no bairro Morada do Ouro, em Cuiabá.

No registro, uma moradora do residencial grita para que os responsáveis abram a janela e puxem a criança para dentro do imóvel. Segundo ela, a menina só não caiu porque estava contida pela tela de proteção instalada na janela.

“Abre mais, a criança está do outro lado! Do outro lado! A criança está do outro lado. Ela está empurrando a tela”, repete a vizinha.

Enquanto a pessoa que está dentro do apartamento tenta abrir a janela para alcançar a criança, a menina anda de um lado para o outro e chega a fechar a janela. Pouco depois, um dos responsáveis consegue puxá-la para dentro do imóvel.

Nos comentários da publicação feita no Instagram, seguidores afirmaram que foi um milagre a menina ter saído ilesa.

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“Anjo da guarda só esperou essa para pedir demissão. Deus em seus pequenos milagres diários”, escreveu um internauta. “A tela e o anjo da guarda foram fortíssimos nessa… misericórdia”, comentou outra.

Veja vídeo:

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Mãe denuncia racismo recorrente contra o filho em escolas estaduais e omissão em Cuiabá

O ambiente escolar, que deveria ser um espaço de acolhimento e aprendizado, tornou-se um cenário de sofrimento para o filho de Rubineia de Lourdes, um jovem de 15 anos que vem enfrentando uma persistente campanha de discriminação racial e bullying. A mãe destaca a urgência da implementação efetiva de leis de diretrizes raciais nas escolas para inibir tais situações.

A perseguição contra L.O. consolidou-se por meio do uso pejorativo do nome “Jamal”. Segundo os relatos, o termo refere-se a um meme que utiliza a imagem de um jovem negro para personificar “culpado” por crimes, mesmo sendo inocente. O bullying começou de forma pontual no 7º ano e generalizou-se no ano passado, quando o jovem tinha 14 anos.

A situação atingiu um ponto crítico na Escola Estadual Professora Ana Maria do Couto, em Cuiabá, em que, durante a exibição de um vídeo sobre racismo, colegas começaram a gritar “Cadê o Jamal?”. Em um episódio de retaliação a insultos homofóbicos, L.O. chegou a ser suspenso, mas sua mãe questionou a disparidade na punição, já que o racismo sofrido pelo filho não recebia o mesmo tipo de advertência.

“Só que o L.O. estava tão cansado de tantas dessas atitudes que ele não quis mais voltar para a escola. Isso aconteceu em novembro e eu não podia tirá-lo da escola antes do ano acabar. Ele teve que concluir o ensino fundamental lá, apesar de tudo o que aconteceu e dos apelidos”, desabafa a mãe.

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Ao ser transferido para a Escola Estadual Dione Augusta Silva Souza, também na região do Morada da Serra, em 2026, quando iniciou o ensino médio, o problema persistiu. Estudantes criaram um grupo fechado no Instagram dedicado a atacar o rapaz com montagens e ofensas. Em abril deste ano, o jovem sofreu uma crise de ansiedade severa em sala de aula, apresentando dormência nos braços e visão turva.

A mãe do estudante denunciou a negligência ao responsável na escola, mas, segundo ela, ao procurar o coordenador para relatar os ataques digitais, encontrou um profissional indiferente, que usava fones de ouvido e se recusou a registrar formalmente a reclamação no momento. Ainda alegou que o próprio aluno deveria ter feito a denúncia antes.

“Na primeira reunião de pais, eu expliquei que ele estava vindo da Ana Maria do Corpo e que lá aconteceu essa situação. Que já no primeiro dia de aula o L. O. chegou no Dione e os colegas começaram a chamar novamente ele de Jamal. Pedi demais para a coordenação ir às salas do primeiro ano para conversar e tentar resolver essa situação de uma forma mais fácil. E não foi feito nada. Sempre que meu filho chegava em casa, eu perguntava se a minha coordenação tinha procurado ele, e a resposta era sempre que não”, explica Rubineia.

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Mudança

Atualmente, o menor encontra-se em uma nova escola em que, após novas tentativas de bullying, a intervenção imediata de um mediador educacional foi eficaz. Ao conversar com a turma e estabelecer penalidades claras para o racismo, o profissional conseguiu garantir que o jovem voltasse a ser chamado pelo seu nome e respeitado pelos colegas.

“Eu não estou à procura de nenhum tratamento especial para o meu filho, eu só estou à procura de respeito e justiça. Vamos agora registrar um boletim de ocorrência, vamos ao Conselho Tutelar, à Delegacia da Infância. Iremos usar todos os recursos necessários para que a gente possa trazer justiça para o meu filho e para todos os outros alunos que também estão passando por essa situação”, desabafou Rubineia ao Gazeta Digital.

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