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Denuncia

Empresário é preso após instalar câmeras onde funcionários trocavam roupa

A Polícia Civil (PC) investiga um empresário de Bela Vista de Goiás -, suspeito de ter instalado câmeras em um local onde as funcionárias ficavam nuas para troca de roupas. A situação veio à tona após uma denúncia anônima, e o suposto autor foi levado à delegacia para prestar depoimento na última quarta-feira (12).

Conforme a PC, os aparelhos funcionavam no momento da vistoria e estavam posicionados de forma a captar exatamente o ponto em que as trabalhadoras se despiam. Após prestar depoimento, o homem foi liberado em seguida. O nome dele, por sua vez, não foi divulgado.

Em nota enviada à imprensa, a Kero Frango Alimentos, empresa responsável pelo espaço, informou que o ambiente filmado é um guarda-volumes destinado exclusivamente ao armazenamento de pertences pessoais.

Nota:

A empresa vem, por meio desta, esclarecer informações inverídicas que têm circulado nas redes sociais acerca de recente acontecimento envolvendo seu quadro de colaboradoras.

Esclarecemos que o local mencionado não se trata de vestiário, conforme vem sendo alegado, mas sim de um guarda-volume destinado exclusivamente ao armazenamento de pertences pessoais.

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Algumas colaboradoras já foram devidamente advertidas quanto ao uso inadequado do referido espaço, em conformidade com as normas internas da empresa.

Cumpre informar, ainda, que as imagens relacionadas ao fato não foram divulgadas por esta empresa.

A empresa reitera seu compromisso com a transparência, a ética e o respeito à privacidade de todos os seus colaboradores, bem como com a estrita observância da legislação vigente e dos princípios que norteiam suas atividades.

Atenciosamente:

Corpo diretivo da empresa Kero Frango Alimentos.

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Denuncia

Ex-PM e advogado é acusado de aliciar e abusar de detentas

Uma série de denúncias chocantes coloca o advogado Cláudio Martins Lourenço no centro de uma investigação sobre abusos sexuais dentro da Penitenciária Feminina do Distrito Federal, a “Colmeia”. Ex-policial militar, Lourenço é acusado de utilizar as prerrogativas da profissão para coagir e explorar mulheres em situação de vulnerabilidade carcerária.

O “Modus Operandi”: gratuidade e ameaças

Segundo os relatos colhidos, o advogado selecionava detentas com condenações longas, oferecendo assistência jurídica gratuita ou doações financeiras para as famílias das internas. O objetivo seria criar uma relação de dependência e “dívida de gratidão”.

No entanto, o suporte jurídico rapidamente se transformava em abuso. Uma das vítimas relatou que, durante um atendimento no parlatório, o advogado exigiu que ela exibisse o corpo. Diante da negativa, ele teria se masturbado na frente da cliente, proferindo ameaças diretas: “Se você pilantrar comigo, você vai ver! Você me deve para o resto da vida!”.

Histórico de crimes sexuais e expulsão da PM

A ficha criminal de Cláudio Martins Lourenço revela um histórico extenso de violência. Expulso da Polícia Militar há 17 anos justamente por crimes sexuais, o agora advogado acumula:

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14 inquéritos policiais e nove Termos Circunstanciados;
Duas condenações judiciais, incluindo uma por estupro;
Denúncias de sadismo: Em um dos casos registrados, ele é acusado de amarrar e humilhar uma garota de programa.

Estratégia de defesa

Recentemente, o advogado ganhou holofotes ao denunciar ter sido agredido por agentes dentro de uma delegacia do Distrito Federal. A defesa de Lourenço alega que as novas acusações de abuso e a exposição de seu passado criminal são tentativas de “assassinato de reputação” e uma retaliação por ele ter denunciado a suposta violência policial.

O caso segue sob investigação, e as autoridades apuram se há outras vítimas dentro do sistema prisional que foram silenciadas pelo medo de retaliação contra seus familiares.

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