Agro Notícias
Jornada CNA debate segurança pública para o país
Brasília (12/05/2022) – A segurança urbana e rural foi tema do segundo painel da Jornada CNA – Eleições 2022, realizada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), na quinta (12), em Brasília.
Foi o terceiro encontro de uma série de debates sobre temas fundamentais para o Brasil, com a participação de especialistas, políticos, lideranças e autoridades. A partir do que for debatido nesses eventos, a CNA irá formular as propostas do setor produtivo para apresentar aos candidatos à Presidência da República e aos parlamentares, com o objetivo de contribuir com a construção de um país melhor para toda a sociedade.

No painel sobre segurança, o delegado da Polícia Federal e ex-secretário de Segurança dos estados do Espírito Santo, Pernambuco e Goiás, Rodney Rocha Miranda, destacou a atuação do estado de Goiás no combate à criminalidade no campo. “Hoje o estado conta com batalhão rural e centro integrado de comando e controle, o que ajudou a reduzir a incidência de roubos e furtos no campo”.
Ainda sobre a segurança rural, Rodney destacou a importância de incentivar a atuação da polícia nas fronteiras dos estados para permitir a integração de dados e combater com mais eficiência as organizações criminosas que estão atuando no meio rural. “Nós, do poder público, temos que trabalhar com medidas fortes e tecnológicas para que os crimes organizados não cresçam e causem ainda mais prejuízos”.

O desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) e professor da Escola Paulista da Magistratura, José Damião Pinheiro, falou sobre a redução da maioridade penal, a criminalidade na internet e o crime organizado dentro dos presídios.
Segundo José Damião, muitos crimes ocorrem em cidades distantes, onde há dificuldade de locomoção e poucas condições de combater a violência. “Precisamos valorizar as polícias civil e militar, possibilitando meios de locomoção imediata para o combate efetivo de crimes na cidade e no campo”.

O juiz de Direito da 1ª Vara de Execuções Criminais de São Paulo, Marcelo Matias, iniciou sua exposição dizendo que o mapeamento da violência e a política criminal adequada são importantes para ter uma exata dimensão da violência, o local e a qualificação, o que gera efeito no combate à criminalidade no país.
Matias também enfatizou a importância do uso da tecnologia e inteligência policial para combater o crime com sabedoria. “Precisamos insistir na questão da tecnologia. O uso de drones para monitorar áreas sensíveis são importantes, além das câmeras policiais, pois a filmagem é fidedigna, ela mostra exatamente o que aconteceu”.
Assista o debate na íntegra:
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Agro Notícias
Safra 2026/27: custo da soja sobe e atraso nas compras preocupa produtores em MT

O aumento dos custos de produção e a dificuldade de comercialização do milho deixam produtores de Mato Grosso mais cautelosos para a safra 2026/27. O custeio da soja deve chegar a R$ 4.321,32 por hectare, com alta de 3,35% em relação à temporada anterior, enquanto parte dos insumos para o próximo plantio ainda não foi comprada.
A pressão sobre as margens começa antes mesmo da implantação da nova lavoura. Fertilizantes e corretivos tiveram reajuste de 5,74%, enquanto as operações mecanizadas avançaram 22,74%, principalmente devido ao aumento no custo do diesel, conforme o projeto de Custo de Produção Agropecuária de Mato Grosso (CPA-MT), realizado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e Senar-MT.
O cenário é agravado por uma segunda safra de milho marcada por problemas climáticos e preços pouco remuneradores. Em Diamantino, o produtor Altemar Kroling alcançou entre 154 e 156 sacas por hectare no ciclo passado. Até agora, porém, a maior produtividade obtida nesta temporada foi de 132 sacas.
O excesso de chuva no início do cultivo prejudicou aplicações, enquanto a falta de precipitações no período de enchimento dos grãos reduziu o potencial produtivo. “No início e no final do cultivo do milho nós tivemos problemas. Vai ser um ano que vai produzir assim bem abaixo do que a gente estimava”, avalia Kroling ao Patrulheiro Agro.
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