Saúde

Quase um ano após incêndio, Hospital de Bonsucesso retoma serviços

Publicados

em


O retorno gradativo dos profissionais do Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), que estavam temporariamente cedidos a outras unidades federais já começou a ser feito pela Superintendência Estadual do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro. A cessão dos profissionais ocorreu após o incêndio que atingiu, no dia 27 de outubro do ano passado, o Prédio 1 do hospital, localizado na zona norte da cidade.

Depois disso, o Ministério da Saúde começou o processo de recuperação das instalações atingidas pelo fogo, que abrigavam a emergência, as enfermarias, o centro de tratamento intensivo (CTI) e o centro de exames de imagem.

No dia do incêndio, 192 pacientes que estavam nos prédios 1 e 2 foram transferidos para outros blocos do complexo e para outros hospitais do Rio. Entre eles, 37 tiveram alta e três morreram. Semanas depois, mais 13 dos pacientes transferidos faleceram.

As obras de recuperação foram concluídas em junho, mas os serviços que funcionavam no prédio não foram retomados por falta de profissionais. De acordo com a superintendência, além de providenciar o retorno das equipes que estavam cedidas, o Ministério da Saúde faz um estudo sobre a real demanda de novas contratações por unidade federal e, paralelamente, assinou um contrato com a Fundação Getulio Vargas para contratação de 4 mil profissionais de saúde para compor o quadro das instituições federais no Rio de Janeiro, entre as quais o Hospital de Bonsucesso.

Leia Também:  Anvisa informa STF sobre pendências para autorizar vacina Sputnik V

Conforme a direção do HFB, as obras realizadas incluíram a reforma elétrica do Prédio 1 e a recomposição da fundação, dos pilares e das vigas de sustentação da unidade. “Atualmente, está em andamento o projeto para a obra de reconstrução do novo centro de diagnóstico por imagem e de construção de uma área de refúgio e escape contra incêndio”, informou, em nota, o HFB.

Também foram concluídas reformas de adequação em diversos setores do complexo hospitalar, como o centro cirúrgico, o CTI e os setores de cardiologia e clínica médica.

Segundo a Superintendência Estadual do Ministério da Saúde, o retorno gradual dos servidores alocados em outras unidades federais já permitiu ao HFB reativar 13 leitos de transplante renal, dos quais seis de nefrologia clínica e 26 leitos clínicos para dar suporte a intercorrências de pacientes do ambulatório, que realiza 13 mil consultas por mês. Foram reativadas ainda cinco salas do centro cirúrgico principal.

O Hospital Federal de Bonsucesso, que é referência em transplante renal no estado do Rio de Janeiro, está completando 40 anos neste mês. De acordo com a superintendência, ao longo desse tempo, foram realizados ali cerca de 3 mil procedimentos. Este ano, 71 pacientes receberam um rim novo.

Leia Também:  Bebê de Diamantino só foi salvo graças a Vara da Saúde

O setor de emergência do hospital, entretanto, permanece fechado e, por isso, a população é orientada pela superintendência a buscar esse tipo de atendimento em outras unidades de saúde da região.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Saúde

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Saúde

Anvisa: dois casos da variante Ômicron são identificados no Brasil

Publicados

em


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou na tarde desta terça-feira (30) que serão enviadas para análise laboratorial as amostras de dois brasileiros que, em análise preliminar, apresentaram resultado positivo para a variante Ômicron do novo coronavírus. A testagem foi realizada pelo laboratório Albert Einstein.

O caso positivo investigado é de um passageiro vindo da África do Sul e que desembarcou no aeroporto internacional em Guarulhos, São Paulo, no dia 23. O passageiro portava  resultado de RT-PCR negativo e ia voltar para o país africano no dia 25 e ia fazer novo teste, acompanhado de sua mulher, para poder embarcar. Nesse novo teste os dois testaram positivo para a covid-19 e foi feita a comunicação ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) de São Paulo.

O laboratório Albert Einstein fez o sequenciamento genético das amostras e notificou a Anvisa sobre os resultados positivos e informou hoje que tratava-se da nova variante. 

“Diante da identificação e testagem com resultado positivo para Covid-19, a Rede CIEVS, ligada ao Ministério da Saúde, deve monitorar casos de acordo com o sistema de vigilância vigente no Brasil, para avaliação das condições de saúde e direcionamento dos indivíduos aos serviços de atenção à saúde, bem como para adoção das medidas de prevenção e controle da covid-19”, destacou a Anvisa em nota. 

Leia Também:  Covid-19: 58,5% do público-alvo no Brasil recebeu a primeira dose

A entrada do passageiro no país foi anterior à edição da portaria Interministerial que proibiu, em caráter temporário, voos com destino ao Brasil que tenham origem ou passagem pela África do Sul.

Vacinação

Ontem, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que a principal resposta contra a variante Ômicron é a vacinação. “Esse contrato assinado com a farmacêutica Pfizer é a prova cabal da programação do Ministério da Saúde para enfrentar não só essa variante Ômicron como as outras que já criaram tanto problema para nós”, completou.

Ele afirmou que o cuidado da vigilância em saúde no país permanece o mesmo adotado desde o começo da pandemia. “É uma variante de preocupação, mas não é uma variante de desespero porque temos um sistema de saúde capaz de nos dar as respostas no caso de uma variante dessa ter uma letalidade um pouco maior. Ninguém sabe ainda”.

Edição: Bruna Saniele

Fonte: EBC Saúde

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA