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PF desmantela esquema de narcotráfico que tinha apoio de advogada e doleiro; 11 mandados de prisão são cumpridos

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A Polícia Federal em Mato Grosso deflagrou na manhã de hoje, 29, a “Operação Soberba” para desmantelar uma organização criminosa voltada à prática do tráfico internacional de cocaína. As investigações se iniciaram há aproximadamente um ano e o grupo contava com apoio de uma advogada e o financiamento de um doleiro.

Empresas de turismo eram empregadas para ‘movimentar’ o dinheiro do esquema. A Justiça Federal de Mato Grosso expediu um total de 11 mandados de prisão preventiva, além de dois de prisão temporária e 18 conduções coercitivas. Por ordem da Justiça os investigados tiveram os bens confiscados pela Justiça.

De acordo com a PF, a droga era obtida na Bolívia junto a intermediadores atuantes na faixa de fronteira. A droga tinha como principal destino o estado de Minas Gerais com ramificações em Portugal e Espanha.

As investifgações da PF apontam que a quadrilha era financiada por um doleiro estabelecido na capital do Estado que movimentava o dinheiro necessário para o funcionamento do negócio utilizando empresas de turismo de fachada em São Paulo.

A organização criminosa contava ainda com o suporte de uma advogada que atuava como informante do tráfico catalogando placas de viaturas utilizadas na repressão ao crime, além de ter pleiteado a devolução de veículo utilizado para o transporte de cocaína mediante a apresentação de documento de compra e venda forjada, com data retroativa ao transporte.

Durante um ano de investigação foram lavrados cinco autos de prisão em flagrante. No total foram apreendidos 218 kg de pasta base de cocaína, além de um quilo de cloridrato de cocaína, U$ 195.000,00 (cento e noventa e cinco mil dólares), R$ 34 mil, além de diversos veículos.

Na ação de hoje serão cumpridos 11 (onze) mandados de prisão preventiva, 02 (dois) mandados de prisão temporária, 13 (treze) mandados de condução coercitiva e 18 (dezoito) mandados de busca e apreensão nos municípios de Cuiabá/MT, Várzea Grande/MT, Mirassol Doeste/MT, Barão dos Cocais/MG, Inhapim/MG, Coronel Fabriciano/MG, Governador Valares/MG, São Paulo/SP e Guarulhos/SP.

A Justiça Federal determinou ainda o bloqueio de contas bancárias utilizadas pelos investigados, além do sequestro de bens. O nome da operação se deve a postura dos investigados, com ostentação perante a sociedade e crença na impunidade.

Floresta Net

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