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Número de casos de Covid-19 na PB cresce 20 vezes e total de mortes sobe 6 vezes em um mês

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Primeiro caso do novo coronavírus na Paraíba foi confirmado há dois meses. G1 analisa o crescimento da pandemia neste último mês.

Nesta segunda-feira (18), completa-se dois meses desde a confirmação do primeiro caso do novo coronavírus (Covid-19) na Paraíba. No primeiro mês, o estado passou a marca dos 200 casos e quase 30 mortes registradas. Mas nos últimos 30 dias, o total de casos cresceu 20 vezes, atingindo 4.347 casos até o domingo (17), enquanto o número de mortos subiu quase seis vezes e atualmente está em 194.

No segundo mês de pandemia no estado, é possível perceber a interiorização dos registros e como a doença se espalhou pela Paraíba. Foram registrados casos do novo coronavírus em 120 novas cidades, mais de sete vezes o número de cidades atingidas até o primeiro mês (16).

A Região Metropolitana de João Pessoa, que contém 12 cidades, é a que mais tem casos confirmados de Covid-19 na Paraíba, concentrando 2.719 casos, o que corresponde a 62,5% do total.

João Pessoa ainda é a cidade com o maior número de casos, com 1.697 confirmações, o que representa 39% do número de casos no estado. Porém, houve uma queda nesta parcela. Ao fim do primeiro mês da pandemia, a capital concentrava 72% dos casos.

Na capital paraibana agora são 58 bairros atingidos pela Covid-19, 48,7% a mais do que os 39 bairros atingidos após um mês da pandemia. Os bairros de Manaíra e Mangabeira são os que têm mais registros. Conforme o Mapa de Contágio de João Pessoa, apenas Mumbaba, Mussuré, Barra de Gramame, Costa do Sol, Penha e Ponta de Seixas não tem casos confirmados.

Além de João Pessoa, até o domingo foram registrados 306 casos em Santa Rita, 193 em Cabedelo, 129 em Caaporã, 94 em Bayeux, 68 em Pedras de Fogo, 56 em Alhandra e em Cruz do Espírito Santo, 41 no Conde, 34 em Pitimbu, 29 em Lucena e 16 em Rio Tinto.

Para o secretário de saúde da Paraíba, Geraldo Medeiros, a concentração dos casos na Grande João Pessoa preocupa pois há o risco de colapso no sistema de saúde. Até esta segunda-feira (18), 91% dos leitos de UTI adulto estavam ocupados em João Pessoa.

“Depois da capital, está a região de Campina Grande. No sábado (16), só tínhamos sete leitos de UTI disponíveis. Há o crescimento acentuado de novos casos e esta é uma realidade. O pico está ocorrendo durante todo este mês de maio e dependerá do paraibano obedecer às regras sanitárias”, disse Geraldo em entrevista à TV Cabo Branco.

O secretário falou também que o aumento do número de casos no segundo mês já era previsto, uma vez que desde a última semana do primeiro mês da pandemia na Paraíba, o estado está fazendo os testes rápidos para a doença causada pelo novo coronavírus.

“Há semanas avisamos que teríamos [o pico da Covid-19], a partir de 20 de abril até o final de maio ou início de junho, dependendo do grau de isolamento social da população. Os números revelam aquilo que prevíamos: tivemos 42 dias para alcançar mil casos, oito dias para alcançar 2 mil casos, quatro dias para alcançar três mil casos e três dias para chegar a quatro mil casos”, explicou Geraldo.

Para o secretário, o crescimento da pandemia na Paraíba apresenta sinais de estar em curva ascendente exponencial, que é quando os casos se multiplicam muito rapidamente ao longo do tempo.

“É um crescimento galopante. Nós não podemos fugir a esta realidade. É essencial neste momento que todos os paraibanos tenham a consciência de ficar em casa porque é o único meio em que nós podemos frear esta curva que causa doentes e mortes. Nós estamos vendo neste momento o reflexo de cidades que não aderiram ao isolamento domiciliar no início da pandemia”, contou o secretário.

G1

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