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UERJ: Vestibular aborda fake news como método para ‘conseguir e sustentar poder’

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Tema do vestibular da Uerj aborda fake news como método para 'conseguir poder e sustentá-lo
Reprodução/UERJ

Tema do vestibular da Uerj aborda fake news como método para ‘conseguir poder e sustentá-lo

Realizado neste domingo (18) após quatro adiamentos causados pela pandemia , o vestibular da UERJ escolheu as fake news como tema da redação. A pergunta principal que os candidatos deveriam responder foi: “As mentiras programadas são uma forma de conseguir poder e sustentá-lo?”.

O gabarito das questões objetivas está previsto para ser divulgado ainda neste domingo.

Para se preparar para a prova de redação, a obra de referência era “1984”, do escritor britânico George Orwell e publicada em 1949. Na avaliação do professor David Gonçalves, coordenador de Redação do Colégio e Curso AZ, a Uerj provoca uma reflexão fundamental relacionando a obra ao tema proposto.

“O conceito de pós-verdade se encontra no centro das discussões de muitas pautas atualmente. Ao propor ao aluno uma discussão sobre como a mentira pode alterar a lógica do funcionamento social, o vestibular reitera sua natureza política e também convida a sociedade a desenvolver sua escuta às mentiras flagrantes que atravessam as esferas de poder”, afirma Gonçalves.

Segundo Diogo D’Ippolito, professor de Língua Portuguesa/Redação do PH, afirma que não é suficiente falar apenas de mentiras programadas, mas que é preciso necessariamente associar isso como uma ferramenta de poder.

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“A banca da Uerj espera uma abordagem crítica dos conteúdos com um reportagem original na construção dos argumentos, fugindo dos clichês. Além disso, uma coesão mais fluida e um texto mais autoral”, afirma D’Ippolito.

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O livro, publicado originalmente em 1949, retrata um mundo de extrema burocracia e autoritarismo, em que telas estão em toda parte observando a rotina das pessoas e, por meio das palavras, a verdade é manipulada e a miséria da população se manifesta na dificuldade de expressão de pensamentos e sentimentos.

Na avaliação da professora de língua portuguesa e produção textual (Redação) do Colégio Mopi (RJ) Tatiana Nunes Camara, o tema cobrado pela Uerj não surpreende tendo ‘ 1984 ’ como obra de referência, mas nem por isso deixa de ser importante abordá-lo no vestibular.

“O ‘1984’ é muito denso e incrivelmente muito atual. A gente projeta muito de 2021 na obra. Foi um tema muito importante para que os candidatos pudessem refletir sobre as mentiras programadas para a sociedade acreditar”, diz Camara. “Um dos lemas do partido do livro é: “Ignorância é força”. E assim eles conseguem de forma mais fácil dominar o poder”

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Nas redes sociais, alunos afirmam que a prova teve perguntas sobre Paulo Freire, Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), ditadura militar, formato da Terra e o Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua.


Além da data, a Uerj também reformulou o formato do vestibular. Em vez de duas etapas, como nos anos anteriores, será apenas uma em 2021. A prova teve 60 questões e a redação , com duração de cinco horas, no mesmo dia.

“Muitas dúvidas pairam sobre o processo de correção neste ano, já que se trata de uma prova diferente. Se, por um lado, muitos acreditam que a correção será menos criteriosa por considerar que saímos de um ano conturbado quanto aos estudos; por outro, há também a hipótese de ser ainda mais minuciosa, uma vez que a Redação reforçou seu protagonismo em relação às notas”, avalia Gonçalves, do Colégio e Curso AZ.

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PF destrói 69 balsas de garimpo no Rio Madeira; ministro comemora ação

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Balsas de garimpo ilegal no rio Madeira, no Amazonas
Silas Laurentino

Balsas de garimpo ilegal no rio Madeira, no Amazonas

Pressionado pela demora na ação de combate à “Serra Pelada flutuante” que se formou no Rio Madeira, o ministro da Justiça, Anderson Torres, celebrou a operação que resultou na destruição de 69 balsas ocorrida neste sábado (27) – a operação que conta com homens do Ibama e da Força Nacional ainda deve prosseguir neste domingo. Foi a maior operação realizada contra o garimpo ilegal desde o início do governo do presidente Jair Bolsonaro, que já se manifestou contrário à queima de maquinário e favorável à exploração de minério em áreas de reserva na Amazônia.

“Ministério agiu imediatamente contra o crime. Operação planejada rápida, e executada eficientemente”, escreveu Anderson Torres em perfil no Twitter. Na mesma rede social, Bolsonaro o parabenizou pela ação.

A operação ocorre num momento em que o governo é pressionado pela comunidade internacional pelas altas taxas de desmatamento na Amazônia. Em 18 de novembro, Torres lamentou o aumento de 22% no índice de mata derrubada contabilizada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Especiais e, no mesmo dia, prometeu “força total” contra o crime ambiental.

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Cinco dias depois da declaração do ministro, um comboio de centenas de balsas de garimpo atracou em frente à cidade de Autazes, a 120 quilômetros de Manaus, e começou a revirar o fundo do rio em busca de ouro. Eles não tinham nenhuma licença do Estado para fazer a intervenção no rio, que funciona como uma hidrovia na ligação entre a capital amazonense e Porto Velho.

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Sem serem incomodados pelas autoridades, os garimpeiros realizaram a atividade irregular durante três dias, remexendo com as dragas o fundo do rio e extraindo o ouro de pedaços de terra e rocha com o uso do mercúrio, que é altamente tóxico. Até que na sexta-feira eles começaram a se dispersar em direção a Rondônia com a expectativa de uma megaoperação do governo federal.

A operação se iniciou na madrugada deste sábado, com helicópteros decolando de Manaus e duas lanchas com três motores cada indo atrás dos garimpeiros em fuga. O resultado foi de 69 balsas destruídas. Agentes da PF incendiaram 38, enquanto o Ibama, 31. A ação deve continuar neste domingo.

As cidades do entorno do Rio Madeira foram reforçadas com tropas da Força Nacional, que vieram de Brasília, para evitar a possibilidade de uma reação violenta por parte dos exploradores. Em 2017, um grupo de garimpeiros incendiou a base do Ibama em Humaitá, que fica às margens do Rio Madeira, em protesto contra ações de fiscalização ambiental na região.

Nos últimos dois anos, as ações de combate ao desmatamento vinham sendo coordenadas pelas forças militares, que consumiram mais de R$ 550 milhões nas ações, sem conseguir reduzir  os índices de destruição da floresta amazônica. Agora, as operações passaram a ser concentradas nas mãos do Ministério da Justiça.

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