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SP: Justiça condena homem por injúria racial contra funcionários do metrô

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Imagem simbólica contra o racismo
Reprodução: commons

Imagem simbólica contra o racismo

Um homem foi condenado por injúria racial contra funcionários do metrô de Pinheiros localizado em São Paulo . A decisão foi tomada pelo juiz Carlos Eduardo Lora Franco, da 3ª Vara Criminal Central de São Paulo. 

A pena estabelecida foi de 3 anos de reclusão e 4 meses de detenção. No entanto, ela foi substituída por prestação de serviços à comunidade e prestação pecuniária no valor de um quarto do salário mínimo por mês de condenação, totalizando dez salários mínimos, a serem prestadas a entidade a ser especificada na fase de execução.

O réu Juliano Juliao dos Santos estava no metrô Pinheiros quando precisou ser atendido para fazer uma reclamação. Durante o atendimento, a vítima foi questionada pelo homem sobre sua idade e ouviu: “Eu morro de dó de você por ser negra, e com essa idade nem se fosse branca daria em alguma coisa na vida.”

Uma outra mulher que estava na fila para ser atendida repreendeu Juliano pela sua fala racista. Ele a xingou e a equipe de segurança do Terminal Pinheiros foi acionada. Ao chegar no local, um dos agentes que também era negro foi ofendido.

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“Eu não vou falar com a sua pessoa, pois não converso com africanos, não falo com negros e você não tem o nível de estudo para falar comigo”, disse o réu ao redor de outras pessoas negras e passageiros que presenciaram o crime.

Após as ofensas proferidas pelo homem, a Guarda Civil foi acionada e foi dada voz de prisão a Juliano. Ele ainda agrediu fisicamente os guardas na tentativa de são ser preso, mas foi contido.

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Na sentença, o juiz Carlos Eduardo decidiu pela procedência da ação, visto que, segundo ele, não havia motivos para duvidar das acusações das vítimas. “Sobretudo porque a narrativa deles é absolutamente consistente com o quadro que foi descrito pelas demais pessoas ouvidas, todos confirmando que o réu estava ofendendo a diversas pessoas”, disse o magistrado. 

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Segundo Franco, “nesse contexto, não resta dúvida alguma de que ele praticou, sim, injúria racial contra as vítimas, e ainda resistiu à justa e legal ação dos guardas civis”.




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Queda de avião: comandante teria orientado piloto a fazer pouso de emergência

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Piloto Gustavo Carneiro
REPRODUCAO/ G1

Piloto Gustavo Carneiro

O pai do copiloto José Porfírio de Brito Júnior, de 20 anos, o piloto de avião José Porfírio de Brito, de 60 , informou ao Corpo de Bombeiros do Rio que o avião bimotor em que o filho e outras duas pessoas estavam havia sofrido uma pane nos dois motores antes de  cair no mar entre Ubatuba (SP) e Paraty (RJ).

De acordo com ele, um Boeing da empresa Gol que passava pela região teria recebido o alerta no rádio de comunicação e o seu comandante teria orientado como o piloto do bimotor deveria proceder no momento da avaria. Ainda de acordo com os Bombeiros, o pai do copiloto teria recebido a localização do acidente. Foi nesse local que os militares encontraram uma poltrona e outros objetos que eles acreditam ser dar aeronave .

No bimotor estavam o piloto, Gustavo Calçado Carneiro, de 27 anos; o copiloto, José Porfírio de Brito Júnior, de 20; e o empresário Sérgio Alves Dias Filho, de 45. A aeronave modelo PA-34-220T e prefixo PP-WRS ainda não foi encontrada após seis dias de buscas . Na tarde da última quinta-feira, equipes da Força Aérea Brasileira (FAB) encontraram o corpo do piloto em mar aberto já em Paraty . O jovem foi cremado no último sábado, no Cemitério da Penitencia, no Caju, no Rio. Suas cinzas serão levadas para Corumbá (MS), sua cidade natal.

Os outros dois tripulantes ainda estão desaparecidos, e uma força-tarefa de parentes e amigos navegam em alto-mar para auxiliar os órgãos oficiais nas buscas.

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“O que ele me relatou é que, como a aeronave estava em pane, tem um canal que eles pedem socorro para aeronaves que estão próximas, eles conseguiram um contato com um Boeing e o piloto dessa aeronave deu todas as dicas. Teria dito para mirar na costa. No relato do piloto da aeronave ele disse que o primeiro e o segundo motor pararam. O piloto do Boeing orientou que ele seguisse para a costa e destravasse as portas. Porque num contato com a água elas poderiam travar. Aí, o Boeing já acionou o Serviço Salvaero. Como o pai é piloto, ele partiu para lá e encontrou o acento e miudezas”, disse na manhã desta quinta-feira o coronel Rodrigo Bastos, comandante do Corpo de Bombeiros da Área Marítima.

“Acreditamos que esse avião ainda esteja inteiro no mar”, acrescentou ele.

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O pai do copiloto afirmou, por sua vez, que foi até São Paulo fazendo buscas pelo filho : “Quando chegamos no local (da queda) tinha óleo, gasolina e o nariz do avião. O Controle Rio me ligou e disse: ‘Comandante, a aeronave caiu nessa rota’. Começamos a calcular as coordenadas. Traçamos todas as rotas e desde então estamos rodando. Eu fui até São Paulo fazendo buscas pelo meu filho”, disse José Porfírio ao EXTRA .

A empresária Ana Regina Agostinho, mãe do copiloto, também participa das buscas. “Eu acredito que o meu filho está vivo . Sinto isso no coração de mãe”, disse ela.

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Questionado sobre a possível causa do acidente, o pai do copiloto afirmou que o acidente pode ter sido causado por uma pane em decorrência da gasolina: “Acredito que a pane foi por conta de combustível. Acredito que ele estava batizado e ou que tenham feito uma má mistura no combustível. Tinha muito combustível no local.”

Na manhã desta terça-feira, o secretário da Defesa Civil e comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Leandro Sampaio Monteiro, seguiu para Paraty para acompanhar as buscas.

“Aqui é um trabalho complicado de busca. Brigamos com o mar e o vento todo dia. Montamos um posto avançado de busca para acompanhar essa operação que está acontecendo 24 horas por dia. Já fizemos mais de três mil e quinhentos quadrado de sobrevoo na região. Estamos trabalhando e acreditando que essas vítimas estejam vivas. Jamais vou permitir que estamos aqui em busca de corpos. Não permito. Estamos em busca das vítimas vivas. Estamos fazendo a varredura até no estado de São Paulo. Estamos aqui para ajudar. O Corpo de Bombeiros está trabalhando e jamais vai abandonar os famílias. Psicólogos e assistentes sociais estão dando o suporte.”

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