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Esquema faz cobranças ilegais por sepultamentos em cemitérios de SP

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Lápides em um cemitério
Brais Seara Fernandez/EyeEm/Getty Images

Lápides em um cemitério

Um novo esquema de cobrança de propina dentro do Serviço Funerário de São Paulo  foi descoberto e envolve as chamadas clínicas de tanatopraxia, responsáveis por preparar os corpos antes do sepultamento . As informações são da Rádio Bandeirantes .

O procedimento consiste em postergar a decomposição do corpo por determinado tempo e, segundo o portal, deveria ser utilizado somente em casos excepcionais. No entanto, no esquema, que conta com a participação dos motoristas das funerárias , é apresentado às famílias como “obrigatório”.

De acordo com a apuração do portal, o motorista do Serviço Funerário aborda a família ainda no hospital e ele define o preço final que será cobrado “dependendo da cara do freguês”. Quanto maior o preço “do serviço”, melhor para os motoristas, uma vez que, pelo acordo ilegal feito com as clínicas, eles ficam com cerca de 50% do dinheiro arrecadado.

Duas clínicas que foram denunciadas pela Rádio Bandeirantes já estão sendo investigadas pela Prefeitura de São Paulo.

Outro esquema

Na semana passada, o jornal também denunciou outra ação ilegal de cobrança de propina, dessa vez comandada por sepultadores e pela administração do Cemitério da Vila Formosa, na Zona Leste.

Segundo as reportagem, as famílias eram abordadas durante os enterros e obrigadas a pagar até R$ 350 aos funcionários responsáveis pelos sepultamentos. Quatro funcionários do Serviço Funerários foram demitidos e um processo de apuração foi aberto dentro da Controladoria Geral do Município de São Paulo para apurar o caso

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Líderes religiosos protocolam na Câmara pedido de impeachment de Bolsonaro

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BRASÍLIA — Líderes religiosos protocolaram nesta terça-feira na Câmara dos Deputados o 62º pedido de impeachment do presidente da República, Jair Bolsonaro. No documento, os religiosos afirmam que a pandemia “escancarou o desprezo do atual governo pela proteção à saúde da população e evidenciou condutas criminosas”.

“O avanço sobre os pilares da democracia prosseguiu com mais intensidade com a chegada ao Brasil da pandemia da Covid-19. Ciente de antemão da incapacidade de seu governo gerir essa enorme crise sanitária e, igualmente, os impactos econômicos imediatamente projetados, Bolsonaro deu início a um festival de desinformação, de desorganização administrativa e de renovação de ataques aos entes subnacionais, ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal”, escrevem.

A peça, elaborada pela Associação Brasileira de Juristas pela Democracia, é assinada por 380 pessoas, entre elas pastores, bispos, padres e frades. São religiosos ligados a igrejas cristãs, como anglicanas, luteranas, presbiterianas, batistas, metodistas, católicas e 17 movimentos cristãos. O anúncio do protocolo do pedido de impeachment foi feito em um ato no Salão Verde da Câmara.

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Entre os que assinam o documento de 74 páginas estão a Aliança de Negras e Negros Evangélicos do Brasil (Anneb), Cristãos Contra o Fascismo, Centro Nacional de Fé e Política Dom Helder Câmara (Cefep) e Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP). Confira no fim do texto a lista completa.

“Os cidadãos e cidadãs religiosos/as que decidiram denunciar Jair Bolsonaro por seus delitos acreditam que somente o seu afastamento e a responsabilização jurídico-política de todos os representantes de seu governo, que levam adiante as políticas destrutivas representadas pelo seu projeto político, são capazes de recolocar o país nos trilhos da observância e do predomínio da Constituição da República”, escrevem.

Dos 62 protocolados desde o início do mandato de Bolsonaro, 56 estão ativos. Os outros cincos foram arquivados ou não aceitos, sem que o mérito fosse analisado. Cabe ao presidente da Câmara decidir se aceita ou não um pedido desse tipo.

Confira quem assina o pedido

  • Aliança de Negras e Negros Evangélicos do Brasil (Anneb)

  • Centro Nacional de Fé e Política Dom Helder Câmara (Cefep)

  • Coletivo Abrigo: Pastoral de educação e assistência social de Porto Alegre – RS

  • Coletivo Empatia Clarifranciscana

  • Coletivo Juventudes, Fé, Ciência.

  • Coletivo de Mulheres das Organizações Religiosas do Distrito Federal (Comordf)

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  • Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic)

  • Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB)

  • Cristãos Contra o Fascismo

  • Instituto Catarinense de Juventude (ICJ)

  • Juventude Franciscana do Brasil (Jufra)

  • Liberta – Movimento de Igrejas Libertárias

  • Movimento Fé e Política RS

  • Movimento Social de Mulheres Evangélicas do Brasil (Mosmeb)

  • Movimento Social Religioso do Distrito Federal

  • Mulheres Contra Bolsonaro

  • Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP)

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