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Guerra: mais de 100 corpos são encontrados sob residência em Mariupol

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Cidade de Mariupol caiu nas mãos dos russos em 18 de maio
Reprodução / Twitter – 30.03.2022

Cidade de Mariupol caiu nas mãos dos russos em 18 de maio

Mais de 100 corpos de civis foram encontrados sob os escombros de uma residência em  Mariupol , cidade ucraniana controlada pelas tropas russas desde 18 de maio, informou o portal Ukrinform nesta segunda-feira (27).

A notícia foi repassada por Petro Andryushchenko, conselheiro do prefeito ucraniano da cidade, Vadym Boychenko. Apesar de ambos não estarem mais em Mariupol, eles continuam a ser informados sobre a situação por lideranças municipais e amigos que permanecem na localidade ocupada.

“Mariupol. Novas descobertas tristes. Durante uma inspeção de prédios no distrito de Livoberezhny, em uma residência destruída pela explosão de uma bomba, foram encontrados mais de 100 corpos. Os cadáveres estão ainda sob os escombros. Os ocupantes não têm a intenção de sepultá-los”, escreveu Andryushchenko em uma mensagem postada via Telegram.

Ainda conforme o conselheiro, a residência ficava na esquina da Avenida Peremohy e o Boulevard Meotydy, área bastante movimentada.

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Apesar de dizer que os russos não querem retirar os corpos do local, o representante afirmou que os ucranianos continuam a fazer esforços para exumar e enterrar as vítimas da guerra por toda a cidade, dando prioridade àqueles que faleceram em escolas infantis e áreas de recreação para crianças.

Mariupol é um dos símbolos mais dramáticos da guerra iniciada pela Rússia em 24 de fevereiro. Segundo dados das autoridades de Kiev, mais de 90% dos prédios – residenciais e comerciais – foram destruídos em bombardeios russos e o número de civis mortos pode passar de 20 mil.

Além disso, mesmo sob ocupação dos russos, os problemas de acesso à alimentos, água e remédios continuam e a cidade vive sob racionamento intenso. 

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Fonte: IG Mundo

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Iraniano é processado por planejar assassinato de ex-assessor de Trump

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Iraniano ofereceu US$ 300 mil para quem assassinasse Bolton
Divulgação/Official White House/Shealah Craighead

Iraniano ofereceu US$ 300 mil para quem assassinasse Bolton

Os Estados Unidos abriram um processo formal contra o iraniano Shahram Poursafi, um dos chefes da Guarda Revolucionária, por planejar matar o ex-assessor de Segurança Nacional do então presidente Donald Trump , John Bolton, informou o Departamento da Justiça nesta quarta-feira (10).

A ação seria uma resposta ao assassinato, em janeiro de 2020, do general Qassem Soleimani, um dos homens mais poderosos do Irã e que guiava a Força Al Quds, unidade especial da Guarda.

Poursafi, também conhecido como Mehdi Rezayi, tem 45 anos, e ofereceu uma recompensa de US$ 300 mil para quem assassinasse Bolton em Washington ou Maryland. O paradeiro do iraniano, porém, é desconhecido.

Conforme o Departamento de Justiça, o crime deveria ter ocorrido em outubro de 2021.

O iraniano teria primeiro solicitado fotos da rotina de Bolton nas duas cidades e depois contatado uma pessoa não identificada nos EUA para achar um mercenário que cometesse o crime. Além disso, em uma das conversas obtidas nas investigações, Poursafi teria dito a esse intermediário que pagaria ainda US$ 1 milhão para um “trabalho adicional”.

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O Departamento de Justiça, no entanto, não informou quem seria a segunda pessoa e que o nome está em uma investigação confidencial do FBI. Conforme fontes da Inteligência, essa pessoa seria o ex-secretário de Estado Mike Pompeo.

O possível assassino teria solicitado uma antecipação de parte do valor, mas só recebeu US$ 100, em criptomoedas, em abril deste ano. Por isso, Poursafi responderá por planejar um assassinato (pena de até 10 anos) e por fornecer material para um complô de assassinato internacional (15 anos de detenção).

“Essa não é a primeira vez que descobrimos um complô do Irã para vingar-se em solo norte-americano. Continuaremos a trabalhar incessantemente para expor e tentar parar essas tentativas”, disse o vice-procurador-geral Matthew Olsen.

Já o conselheiro para Segurança Nacional, Jake Sullivan, afirmou que o governo de Joe Biden “vai proteger todos os norte-americanos das ameaças de violência e de terrorismo”. “Se o Irã atacar qualquer um de nossos cidadãos, ele enfrentará graves consequências”, acrescentou.

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Bolton é considerado um dos mais importantes expoentes entre os republicanos e era um dos principais opositores ao acordo nuclear assinado com o Irã em 2015 – do qual Trump tirou os EUA em 2018. Mas, além de atuar com o ex-presidente, Bolton teve passagens pelo Departamento de Justiça e de Estado, além de ter cargos de alto nível em todos os governos republicanos desde a década de 1980.

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Fonte: IG Mundo

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