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Mato Grosso tem 134 casos suspeitos de microcefalia em 14 cidades

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Municípios de maior número são Rondonópolis (com 65) e Cáceres (com 45). Bebês que nascem com microcefalia têm o cérebro menor que o esperado.

microcefaliaMato Grosso já tem 134 casos suspeitos de microcefalia registrados em 14 cidades. Os dados, divulgados nesta terça-feira (19) pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), são de casos suspeitos registrados até a última sexta-feira (15). Cinco novos casos foram notificados no período de uma semana.
Bebês que nascem com microcefalia têm o cérebro menor que o esperado e, em 90% dos casos, têm o desenvolvimento comprometido.
Os municípios de maior número de casos suspeitos são Rondonópolis com 65 e Cáceres com 45 casos. Os outros registros foram em Alto Araguaia (01), Alto Garças (02), Itiquira (02), Jaciara (01), Jauru (01), Pedra Preta (02), Pontes e Lacerda (01), São José do Povo (02) e Tesouro (01). Em feto há registro de três casos em Cuiabá, um de Peixoto de Azevedo e cinco em Rondonópolis.

Em novembro de 2015, o Ministério da Saúde emitiu nota confirmando a relação entre o zika vírus e a microcefalia, após a realização de exames pelo Instituto Evandro Chagas, em Belém (PA). Os exames foram realizados no sangue e em tecidos de um bebê do Ceará com microcefalia e demais malformações congênitas, que indicaram a presença do vírus.
O zika vírus é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, que também transmite a dengue e a chikungunya. Portanto, os cuidados para evitar a proliferação do mosquito são os mesmos tomados antes, mas que devem ser intensificados, principalmente no período de chuvas.
Todas as referências que atendem o Sistema Único de Saúde estão orientadas a receber os pacientes para o acompanhamento neurológico. O Ministério da Saúde orienta as gestantes que mantenham o acompanhamento e as consultas de pré-natal, com a realização de todos os exames recomendados pelo médico.

O ministério reforça ainda a orientação de não consumir bebidas alcoólicas ou qualquer outro tipo de drogas, não utilizar medicamentos sem prescrição médica e evitar contato com pessoas com febre ou infecções.
É importante também que as gestantes adotem medidas que possam reduzir a presença de mosquitos transmissores de doença, com a eliminação de criadouros, não só em suas residências, e proteger-se da exposição de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes permitidos para gestantes.

G1MT

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