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Mais da metade dos novos médicos de SP é reprovada em exame do Cremesp

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Índice de reprovação é levemente inferior ao do exame de 2013, com 59% de reprovações

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Mais da metade dos recém-formados em medicina no Estado de São Paulo foram reprovados no exame do Cremesp (Conselho Regional de Medicina) de 2014, segundo resultados divulgados pelo órgão nesta quinta-feira (29). Dos 2.891 egressos de escolas médicas paulistas que passaram pela prova, 55% não conseguiu atingir o porcentual mínimo de acertos, de 60%.

O índice de reprovação é levemente inferior ao do exame de 2013, quando 59% dos candidatos foram reprovados, mas ainda é considerado preocupante pelo conselho.

Braulio Luna Filho, presidente do Cremesp, se referiu ao fato de que, pela legislação brasileira, para conseguir o registro do órgão, basta que o recém-formado participe do exame, independentemente do seu desempenho.

— É uma surpresa desagradável saber que os alunos saem da faculdade sem saber coisas básicas. E ao mesmo tempo nos dá uma sensação de impotência porque não podemos impedir que esse profissional incompetente exerça a profissão”.

Para o conselho, a principal causa do desempenho ruim dos egressos é a baixa qualidade da formação médica, informou Renato Azevedo, diretor primeiro-secretário do Cremesp.

— As escolas nem sempre têm corpo docente qualificado, hospital escola, laboratórios, biblioteca.

As áreas de conhecimento com o maior número de erros foram clínica médica, ciências básicas e pediatria, segundo Luna Filho.

— São exatamente as áreas em que esses novos médicos vão trabalhar quando saem da graduação. Esses profissionais mal formados geralmente não passam na prova da residência e vão atender em pronto-atendimentos ou pronto-socorros.

O órgão defende um exame nacional que condicione a emissão do registro ao desempenho do profissional e estuda adotar um monitoramento anual dos reprovados no exame.

Faculdades

Os alunos vindos de universidades públicas tiveram melhor desempenho no exame do que os que estudaram em escolas particulares. Enquanto no primeiro caso, o índice de reprovação foi de 33%, no segundo, chegou a 65,1%.

Das 30 escolas médicas existentes no Estado, 20 não atingiram a pontuação mínima, a maioria privada. Das dez faculdades que tiveram desempenho aceitável, sete são públicas. O Cremesp não divulga o resultado por escola.

R7 Saúde

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