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Voluntários fazem a diferença na 24ª edição da Surdolimpíada no RS

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Sem eles, seria difícil realizar a 24ª edição da Surdolimpíada de Verão em Caxias do Sul (RS), a primeira a ocorrer na América Latina. Presentes nos mais diversos ambientes – ginásios, campos, arenas, piscinas – 280 voluntários trabalham para que todos possam acompanhar os jogos. A principal missão deles é facilitar a comunicação. O grupo se divide entre surdos e ouvintes, ou seja, os que conseguem escutar, e os intérpretes de Libras e Gestuno (língua internacional de sinais). 

Os voluntários trabalham por escala e desempenham suas funções de acordo com a necessidade do evento, que reúne mais de 5 mil atletas representando 77 países, até o próximo domingo (15). Não é nada fácil. Na verdade, para quem vê de fora é bem cansativo. Mas não é empecilho para quem não abre mão de ajudar, mesmo que isso signifique uma jornada dupla.

Toríbio Malagodi, surdolimpíada, voluntário Toríbio Malagodi, surdolimpíada, voluntário

“Se você me perguntar se eu escolheria vir para a Surdolimpíada como atleta ou voluntário, não conseguiria escolher, fiz os dois ao mesmo tempo”, disse Toríbio Malagodi, jogador de vôlei da seleção brasileira de surdos – Maurício Costa/Direitos Reservados

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É o caso do jogador da seleção brasileira de vôlei, Toríbio Malagodi, que trabalhava na organização do evento quando deixava a quadra.

“Eu sempre quis ajudar como voluntário e, quando fui convocado, aceitei na hora. Se você me perguntar se eu escolheria vir para a Surdolimpíada como atleta ou voluntário, não conseguiria escolher, fiz os dois ao mesmo tempo”.

Vontade de vencer e também de ajudar, cabe aos atletas e a todos que estão envolvidos o agradecimento pela dedicação.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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Procuradoria do STJD denuncia Cruzeiro e Grêmio por cantos homofóbicos

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Cruzeiro e Grêmio foram denunciados nesta segunda-feira (23),  pela Procuradoria de Justiça Desportiva, por cantos discriminatórios entoados por torcedores no último dia 8, na vitória do time mineiro por 1 a 0, pela sexta rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, realizada no Estádio Independência, em Belo Horizonte. A Raposa também foi denunciada por não prevenir e reprimir o arremesso de objetos no campo. A sessão de julgamento será às 13h (horário de Brasília) da próxima segunda-feira (30), com transmissão ao vivo no site do STDJ.

Quem mais pode se prejudicar com a denúncia é o Cruzeiro. Entre as penas previstas no Código Brasileiro de Justiça Desportivo (CBJD) – parágrafo 1º do artigo 243-G – o time vitorioso pode perder os três pontos previstos no regulamento da competição se comprovada a infração cometida “simultaneamente por considerável número de pessoas vinculadas a uma mesma entidade de prática desportiva”.

Em nota, a Procuradoria afirmou que recebeu notícias de infração (NI) denunciando cantos homofóbicos entoados tanto por torcedores do Cruzeiro (Arerê, Gaúcho dá o c* e fala tchê), quanto por tricolores (Maria joga vôlei). 

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O artigo 243-G do CBJD trata da prática de ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência. A pena varia de suspensão de cinco a dez partidas – se praticada por atleta, mesmo se suplente, treinador, médico ou membro da comissão técnica – a  suspensão pelo prazo de 120 a 360 dias,  por qualquer outra pessoa. Além disso, o clube pode receber multa de R$ 100 a R$ 100 mil. Já os torcedores infratores que forem identificados “ficarão proibidos de ingressar na respectiva praça esportiva pelo prazo mínimo de setecentos e vinte dias”, de acordo com o que prevê o parágrafo 2º do artigo 243-G.

Na súmula da partida Cruzeiro x Grêmio, o árbitro Flávio Rodrigues de Souza relatou o arremesso de objetos no gramado.

“Cumpro informar que aos 27 minutos do primeiro tempo, após a marcação do gol da equipe do Cruzeiro SAF, foi arremessado dois copos de cervejas dentro do campo de jogo, um no meio de campo próximo onde se encontrava o banco de reservas da equipe do Grêmio RS e outro atrás do gol da equipe visitante próximo aos fotógrafos. Informo ainda que ambos vieram de onde se encontrava a torcida do Cruzeiro SAF”, escreveu o juíz 

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O artigo 213 do CBJD preve multa de R$ 100 a R$ 100 mil quando se “deixa de tomar providências capazes de prevenir e reprimir o lançamento de objetos no campo ou local da disputa do evento desportivo”.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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