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Coluna – No futebol adaptado, Brasil também é potência entre amputados

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Sendo o esporte mais popular do mundo, é natural que o futebol tenha recebido diferentes adaptações para ser jogado por pessoas com deficiência. As versões para cegos (antigo futebol de cinco) e paralisados cerebrais (antes conhecido como futebol de sete, que se despediu da Paralimpíada em 2016, no Rio de Janeiro) são as mais conhecidas do público brasileiro, devido à presença em Jogos Paralímpicos e Parapan-Americanos. Há, também, o power soccer, disputado em cadeiras de rodas e que é uma das modalidades candidatas a estrear no movimento paralímpico em Los Angeles (Estados Unidos), em 2008.

Fora (por enquanto) da mira paralímpica, há o futebol para amputados. O esporte surgiu na década de 80 e teve o primeiro torneio internacional realizado em Seattle (Estados Unidos), há 38 anos. Em cada lado, são sete jogadores com amputações ou má formação nos membros inferiores (os seis de linha) ou superiores (goleiros, que não podem sair da área). As partidas são disputadas em dois tempos de 25 minutos. O campo tem 60 por 40 metros e a meta possui dois metros de altura por cinco de largura.

Segundo a Federação Mundial de Futebol para Amputados (WAFF, na sigla em inglês), a modalidade é praticada, atualmente, em 50 países, sendo seis da América do Sul. No Brasil, ela chegou em 1986, em Niterói (RJ), com o primeiro time formado na Associação Niteroiense de Deficientes Físicos (Andef). Três anos depois, o país estreou na Copa do Mundo, obtendo o terceiro lugar.

Não demorou para o Brasil se tornar uma potência, conquistando quatro títulos mundiais, em 1999, 2000, 2001 e 2005. O maior artilheiro do mundo também é daqui: o paulista Rogerio Rodrigues de Almeida, de 40 anos. Rogerinho, como é conhecido, nasceu sem perna esquerda, devido a uma má formação. Em 21 anos de carreira, a maior parte representando a seleção brasileira, foram mais de 580 gols.

“Graças a Deus e minha família, consegui ganhar destaque no Brasil e fora daqui também. Desde que conheci a modalidade, apaixonei-me e comecei a levá-la com profissionalismo, dedicação e esforço nos treinos. Também agradeço aos meus companheiros de time e seleção. Sem eles, nada disso seria possível”, disse o atacante, que é capitão do Corinthians/Mogi, de Mogi das Cruzes (SP), à Agência Brasil.

“Quando estou em campo, esqueço de todos os problemas. É a melhor hora. Estar jogando, fazendo o que amo, é muito gratificante. Tive oportunidade de ver algumas crianças chegarem ao projeto [de futebol para amputados, que conduz em Mogi das Cruzes] e hoje elas se espelharem em mim. Recebo mensagens delas me vendo como referência”, acrescentou o jogador – que defenderá o Timão na final do Campeonato Paulista contra a equipe de Ourinhos (SP), neste sábado (6).

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Por não integrar o programa da Paralimpíada, o futebol de amputados não tem acesso a recursos via Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), nem os atletas se enquadram no Bolsa Atleta federal. A visibilidade também acaba não sendo a mesma de outros esportes adaptados, o que dificulta a busca por patrocínio. A própria viabilização da participação brasileira na Copa do Mundo deste ano, entre 30 de setembro e 9 de outubro, em Istambul (Turquia), teve apoio (passagens e logística de material esportivo) do Comitê Brasileiro de Clubes Paralímpicos (CBCP).

“Para realizar os campeonatos, fazemos parcerias com secretarias de Esportes, onde nos dão a estrutura para realizarmos os eventos. Hoje, [nós, jogadores] não vivemos do esporte. Eu tenho alguns patrocínios que me ajudam e trabalho em uma empresa privada há mais de 20 anos, onde tenho total apoio para praticar o esporte”, descreveu Rogerinho.

“Nosso sonho é entrar no programa dos Jogos Paralímpicos. Enquanto isso não acontece, a federação internacional trabalha em parceria com a Uefa [sigla, em inglês, para União Europeia de Futebol], buscando parceria junto à Fifa [Federação Internacional de Futebol]. Estamos nos organizando para cumprirmos com as demandas solicitadas pelo IPC [sigla, em inglês, para Comitê Paralímpico Internacional]”, explicou o presidente do Conselho Gestor da Associação Brasileira de Desportos para Deficientes Físicos (ABDF), Ademir Cruz.

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O calendário nacional envolve, atualmente, torneios estaduais, regionais, Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil – esta última será disputada em Ourinhos, no mês que vem, com 12 equipes. Segundo Cruz, o país tem quase 600 atletas ativos na modalidade.

“Hoje, temos equipes em várias regiões do Brasil, como Amapá, Tocantins, Pará, Bahia, Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso Sul e Paraná. Podemos dizer que a maioria se encontra na Bahia e em São Paulo”, afirmou o dirigente da ABDF.

Após a Copa do Brasil, as atenções se voltarão ao Mundial de Istambul. A seleção brasileira foi sorteada no Grupo D, com Irlanda, Irã e Marrocos. Os dois primeiros de cada uma das seis chaves e os quatro melhores terceiros colocados vão às oitavas de final. Os anfitriões, atuais vice-campeões, encabeçam o Grupo A, com Haiti, França e Libéria. Vencedora da edição passada, em 2018, no México, Angola caiu no Grupo F, com Itália, Uruguai e Iraque.

A convocação foi feita no último dia 12 de julho. Dos 15 jogadores chamados pelo técnico Rodrigo Oliveira, nove estiveram na seleção campeã das eliminatórias sul-americanas, disputadas em Barranquilla (Colômbia), em março – Rogerinho foi um dos que ficaram fora da lista do Mundial. O grupo ficará concentrado no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, de 19 a 27 de setembro.

“Hoje, no Brasil, temos possibilidade de formar três ou mais seleções competitivas, devido à quantidade e qualidade dos atletas. Infelizmente, para o Mundial, somos limitados a 12 jogadores de linha e três goleiros. Temos que nos preocupar com todos [os rivais], devido à evolução da modalidade no mundo. Em nossa chave, penso que a Irlanda será o adversário direto. Nossa equipe é qualificada. Tecnicamente falando, todos são muito bons e acredito que o Brasil, se não for campeão, ficará entre os quatro primeiros”, projetou Cruz.

Fonte: EBC Esportes

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Jogo histórico: Palmeiras vence Atlético-MG nos pênaltis, após jogar com dois jogadores expulsos

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Foi heroico, histórico e improvável! Após empatarem em 2 a 2 no Mineirão na última quarta-feira (03.10), pelo jogo de ida das quartas de final da Libertadores 2022, sendo que o Verdão saiu atrás no placar por 2 a 0 e buscou o empate, agora os times empataram no Allianz Parque e, diferentemente da edição anterior, este ano a Libertadores não prevê gol qualificado em seu regulamento. Com isso, as equipes foram para os penais e, nas cobranças alternadas, Weverton defendeu pênalti de Rubens e o Verdão venceu por 6 a 5 ao converter com Murilo na cobrança seguinte.

O detalhe é que o Verdão jogou praticamente com dois atletas a menos durante boa parte da partida: sem Danilo, expulso no início do primeiro tempo, e sem Scarpa, expulso aos 36 do segundo. Foi uma classificação na base da superação.

Com o resultado, o Palmeiras conquistou hoje o seu maior número de jogos invictos pela Libertadores independentemente do mando de campo. São agora 18 partidas invictas consecutivas no geral (13 vitórias e 5 empates), e esta marca também representa a maior série invicta de um time me toda a história da Libertadores – igualou justamente os 18 que o próprio Atlético-MG impôs, curiosamente, ainda nesta edição de 2022, marca interrompida alguns jogos atrás.

Nesta edição (somando algumas que se arrastavam desde a temporada 2021), o Palmeiras superou as 11 partidas seguidas sem perder na edição de 2020 (até então o recorde máximo do clube na competição). Esta marca atual (18 jogos invictos) vem sendo construída desde a edição campeã de 2021, quando sofreu seu último revés pela Libertadores no dia 18 de maio daquele ano para o Defensa y Justicia-ARG, em casa, por 4 a 3. Desde então, foram nove partidas invictas até o fim da edição de 2021, e mais nove na atual.

De quebra, o Palmeiras também obteve a sua maior série invicta jogando no Brasil, pois desde que começou a disputar a Libertadores, em 1961, o número máximo de jogos invictos que o Alviverde atingiu atuando em território brasileiro (seja como mandante ou visitante) foi de 11 partidas (9 vitórias e 2 empates), entre 11 de maio de 1961 (justamente a data de seu primeiro duelo disputado no Brasil pela competição) e 7 de maio de 1968. Essa marca foi repetida na semana passada, contra o Atlético, no jogo de ida (2 a 2 no Mineirão). E hoje, foi superada: ou seja, o Palmeiras chegou ao inédito 12º jogo seguido sem perder pela competição no seu país pela Libertadores após 54 anos.

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Um tabu também foi quebrado! Com a vitória nos pênaltis, o Palmeiras interrompeu uma incômoda estatística de não vencer partidas das quais ia às penalidades das últimas cinco disputas. Foi assim desde que disputou o Mundial de Clubes de 2020, contra o Ah Ahly-EGI pelo 3° lugar (perdeu de 3 a 2). Depois, foi superado pelo Flamengo na decisão da Supercopa do Brasil 2021, por 6 a 5; depois, pelo Defensa y Justicia-ARG por 4 a 3, na final da Recopa Sul-Americana; em seguida, pelo CRB, por 4 a 3, pela Copa do Brasil 2021; e mais recentemente contra o São Paulo, pela Copa do Brasil de 2022 – oitavas de final (4 a 3).

Com esse avanço contra o Galo, o Palmeiras figura na penúltima etapa do torneio pela décima vez em sua história. As nove vezes anteriores em que já foi semifinalista foram nas edições de 1961 (avançou), 1968 (avançou), 1971 (eliminado), 1999 (avançou), 2000 (avançou), 2001 (eliminado), 2018 (eliminado), 2020 (avançou) e 2021 (avançou). Vale ressaltar, entretanto, que, na edição de 1971, a fase semifinal disputada foi via fase classificatória (triangular final) que valia vaga na decisão ao melhor dos três clubes ao final dos confrontos todos contra todos (ida e volta).

E após o emocionante jogo desta noite, contra brasileiros na Libertadores, especificamente, o Verdão melhorou ainda mais o seu desempenho. Em 53 jogos disputados neste cenário, são 18 vitórias, agora 15 empates e 20 derrotas (70 gols marcados e os mesmos 70 sofridos). Mas em número de decisões ante seus compatriotas (ou seja, englobando todas as vezes em que alguém passou de fase, ficou pelo caminho, conquistou o título ou até mesmo ficou com o vice), o Palmeiras é superior: agora, em 17 disputas, venceu 11 e perdeu 6.

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As vitórias foram em 1999 (oitavas e quartas, contra o Vasco e Corinthians), em 2000 (semi, contra o Corinthians), em 2001, oitavas e quartas (contra São Caetano e Cruzeiro), em 2009 (nas oitavas, contra o Sport), e por último, o Alviverde vem de cinco vitórias seguidas entre as edições de 2020 e 2022 (Santos, no jogo do título da final de 2020; e em 2021, quartas, semi e final, respectivamente contra São Paulo, Atlético-MG, Flamengo; e agora as oitavas contra o Galo).

PALMEIRAS DISPUTOU 6 DUELOS DE MATA-MATA CONTRA O GALO E VENCEU 5 DELES!

Os duelos decisivos disputados entre as duas equipes aconteceram em 1996 (oitavas da Copa do Brasil), 2000 (semifinais da Copa Mercosul), 2010 (quartas de final da Copa Sul-Americana), 2014 (oitavas da Copa do Brasil), 2021 (semifinais da Libertadores), 2022 (quartas da Libertadores). Dessas todas, a única vez que o rival levou a melhor foi na fase das oitavas de final da Copa do Brasil de 2014.

FICHA TÉCNICA: 

PALMEIRAS 0 x 0 ATLÉTICO-MG 

Competição: Copa Libertadores, jogo de volta das quartas de final 

Data e hora: 10 de agosto de 2022 (quarta-feira), às 21h30 (de Brasília) Local: Allianz Parque, em São Paulo (SP) 

Árbitro: Wilmar Roldan (COL) 

Auxiliares: Alexander Guzmán (COL) e Wilmar Navarro (COL) 

VAR: Julio Bascuñan (CHI) 

Cartões amarelos: Gómez e Dudu (PAL); Zaracho, Arana e Nathan Silva (CAM) 

Cartão vermelho: Danilo e Gustavo Scarpa (PAL); Vargas (CAM) PALMEIRAS: Weverton; Marcos Rocha (Mayke, aos 43′ do 2º); Gómez, Murilo e Piquerez; Danilo, Zé Rafael, Raphael Veiga e Scarpa; Dudu (Luan, aos 43′ do 2º) e Rony. Técnico: Abel Ferreira 

ATLÉTICO-MG: Everson; Mariano, Nathan Silva, Junior Alonso e Guilherme Arana (Rubens, aos 28′ do 2º); Allan, Jair e Zaracho (Eduardo Sasha, aos 28′ do 2º); Ademir (Nacho Fernández, aos 8′ do 2º), Keno (Vargas, aos 34′ do 2º) e Hulk. Técnico: Cuca.

Fonte: Agência Esporte

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