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McPicanha, Whopper e Leite Moça: Veja as justificativas das empresas

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Novos McPicanha não têm picanha
Reprodução/YouTube – 20.04.2022

Novos McPicanha não têm picanha

Parece, mas não é. A forma de exposição nas prateleiras e nas embalagens de alguns produtos McDonald’s, Burger King e Leite Moça/Nestlé viralizou nas redes sociais nos últimos dias. Ao apresentarem os famosos McPicanha e Whopper Costela, lanches que não têm os cortes das carnes indicadas na composição dos seus hambúrgueres, as redes de fast food viraram alvo do Ministério da Justiça e do Procon.

No caso do leite condensado, uma nova versão mais econômica do produto, também virou motivo de críticas de internautas que apontaram para “mistura láctea condensada de leite, soro de leite e amido” no produto indicado para fazer pudim e outras guloseimas.

Em alguns casos a informação até está na embalagem, mas para boa parte dos consumidores não há clareza suficiente. Veja o que diz as empresas:

McDonald’s

O McDonald’s admitiu que, na sua nova linha de sanduíches chamada McPicanha, não havia picanha na composição do hambúrguer. E sim, segundo a rede, “molho com aroma natural de picanha”. A falta da carne que dá nome ao sanduíche foi alvo de indignação de consumidores nas redes sociais.

A empresa explicou ainda que batizou o McPicanha por causa do sabor do molho e após a polêmica retirou o produto do cardápio, e diz analisar os próximos passos.

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Nota na íntegra:

A rede esclarece que a plataforma recém-lançada denominada “Novos McPicanha” tem esse nome justamente para proporcionar uma nova experiência ao consumidor, ao oferecer sanduíches inéditos desenvolvidos com um sabor mais acentuado de churrasco. Para isso, os lançamentos trazem a novidade do exclusivo molho sabor picanha (com aroma natural de picanha), uma nova apresentação e um hambúrguer diferente em composição e em tamanho (100% carne bovina, produzido com um blend de cortes selecionados e no maior tamanho oferecido pela rede atualmente). Lamentamos que a comunicação criada sobre os novos produtos possa ter gerado dúvidas e informamos que haverá novas peças destacando a composição dos sanduíches de maneira mais clara.

Burger King

Já a rede de fast food Burger King informou que vai trocar o nome do seu sanduíche ‘Whopper Costela’ para ‘Whopper Paleta Suína’. A exemplo do McPicanha, do rival McDonald´s, o hambúrguer não continha a carne indicada no primeiro nome.

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Em nota, o Burger King informou que a marca “foi notificada e irá prestar os esclarecimentos solicitados” ao Procon.

Nestlé

O leite condensado da marca Nestlé ganhou uma versão mais econômica: “Mistura láctea condensada de leite, soro de leite e amido”. No site, a empresa afirma que é uma opção para substituir o leite condensado com economia. No entanto, as diferenças visuais entre os novos lácteos e os produtos já marcantes na memória do consumidor são mínimas.

A Nestlé afirmou que o produto “é uma alternativa ao leite condensado com menor desembolso para as famílias brasileiras que querem continuar preparando suas receitas sem abrir mão da segurança do resultado e da qualidade” da marca.

Nota:

A embalagem de Moça® Pra Toda a Família é diferente dos outros itens do portfólio de Moça®, tem cor marsala e consta a identificação “mistura láctea condensada”. Além disso, é única embalagem da linha que conta com a imagem de uma receita no painel frontal –o pudim, uma das receitas mais produzidas dentro dos lares brasileiros. No site da Nestlé são disponibilizadas diversas opções de preparo, incluindo o pudim.

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Governo reduz impostos de alimentos e mais itens para atacar inflação

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Governo reduz em mais 10% tarifas de importação de feijão, carne, massas, arroz e outros itens
Divulgação/Swift

Governo reduz em mais 10% tarifas de importação de feijão, carne, massas, arroz e outros itens

Às voltas com uma inflação de dois dígitos, o governo recorrerá, mais uma vez, à redução do Imposto de Importação, para aumentar a oferta e dificultar a alta de preços no mercado interno. O Ministério da Economia anunciou, nesta segunda-feira (23), que decidiu reduzir em mais 10% as alíquotas de mais de seis mil itens que fazem parte da Tarifa Externa Comum (TEC), usada no comércio com países que não fazem parte do Mercosul.

As tarifas reduzidas passam a valer a partir de 1º de junho, com vigência até 31 de dezembro de 2023. Estão incluídos produtos como feijão, carne, massas, biscoitos, arroz, materiais de construção civil, entre outros. Ficaram de fora itens que estão em regimes de exceção no Mercosul, como automóveis.

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Segundo o Ministério da Economia, além da inflação, a medida tem por objetivo minimizar os impactos decorrentes da pandemia de Covid-19 e do conflito na Ucrânia sobre o custo de vida da população e preços de insumos do setor produtivo.

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“A medida tem um caráter de urgência, que está relacionado com o aumento da pressão inflacionária, em um cenário pós Covid, e, agora, mais recentemente, de guerra entre Ucrânia e Rússia”, disse o secretário de Comércio Exterior, Lucas Ferraz. Esta é a segunda rodada de diminuição da TEC. Na primeira, realizada em novembro do ano passado, houve uma redução de 10%. Isso significa que há uma queda acumulada de 20%. Ferraz ressaltou que a redução atinge 87% dos produtos comercializados pelo Mercosul.

“É uma redução temporária que, se depender do Brasil, será permanente”, disse.

Se a redução se tornar permanente, o secretário estima que pode haver uma queda de preços de até 1% até 2040. Ele acrescentou que a expectativa é de um ganho acumulado no Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 533 bilhões, investimentos da ordem de R$ 336 bilhões e aumento da corrente de comércio (exportações mais importações) de R$ 1,4 trilhão. A renúncia fiscal é de R$ 3,7 bilhões.

No fim do ano passado, quando o Brasil reduziu em 10% as alíquotas, concordou em deixar de fora, a pedido da Argentina, produtos considerados sensíveis para a indústria do país, como automóveis, autopeças, laticínios, têxteis, pêssegos e brinquedos. Na época, o Ministério da Economia projetava uma diminuição do nível de preços em 0,3% a longo prazo.

Paralelamente à redução na TEC, o governo zerou, em suas rodadas, as alíquotas de importação de produtos da cesta básica que pesam na inflação. No fim de março, mexeu nas tarifas de açúcar, café, macarrão, margarina, entre outros itens, além do etanol. Há cerca de dez dias, decidiu abrir o mercado brasileiro carnes bovina e frango, trigo, farinha trigo e milho.

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