Economia

Líder de caminhoneiros na Câmara sobre auxílio: ‘Nem R$ 5 mil resolve’

Publicados

em

source
Nereu Crispim afirmou que governo não atende as demandas dos caminhoneiros
Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Nereu Crispim afirmou que governo não atende as demandas dos caminhoneiros

Em meio às negociações no Congresso Nacional para fornecer um auxílio-diesel para os caminhoneiros, o presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Caminhoneiros, deputado Nereu Crispim (PSD-RS), criticou a ideia de propor um valor maior para a categoria e reduzir a pressão sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL). Após a sugestão de parcelas em R$ 400, o Palácio do Planalto absorveu as críticas e aumentou o benefício para R$ 1 mil.

Segundo Crispim, a medida é apenas uma manobra eleitoreira do governo e ressaltou a falta de assistência dada pelo governo aos caminhoneiros. Para o parlamentar, qualquer valor sugerido pelo Planalto não surtirá efeito.

“Nem 5 mil reais resolve! O que resolve e o presidente Jair Bolsonaro cumprir a promessa de campanha de 2018 suspender a resolução 05/2017 que criou a PPI”, declarou

“Caminhoneiro não quer assistencialismo para ficar refém de político que a qualquer momento pode fazer chantagem eleitoral. Quer política sustentável para administrar seu negócio sem interferência estatal”, completou.

Leia Também:  Banco Central deve elevar Selic a 13,25% ao ano, aponta ANEFAC

A ideia da ala política aliada à Bolsonaro era estabelecer o benefício dentro da PEC dos Combustíveis, em tramitação no Senado. Os moldes do texto, no entanto, ainda não foram divulgados.

O Planalto quer zerar impostos federais sobre os combustíveis e compensar estados que anularem a alíquota de ICMS sobre o diesel e gás de cozinha até dezembro deste ano. Os governistas ainda tentam emplacar outras medidas no texto, como o auxílio-diesel e o vale-gás.

Entre no  canal do Brasil Econômico no Telegram e fique por dentro de todas as notícias do dia. Siga também o  perfil geral do Portal iG

A proposta, entretanto, esbarra em dois pontos: orçamento e eleições. O ministro da Economia Paulo Guedes estipulou um gasto máximo de R$ 5 bilhões com as medidas e a ala política tenta alertar para uma possível investigação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se o texto andar no Congresso. O governo estuda uma manobra para decretar estado de calamidade e evitar possíveis sanções do TSE na campanha de Bolsonaro.

Leia Também:  Equipe da Gestão de Pessoas da Polícia Civil recebe homenagens da Câmara de Cuiabá

“Há inclusive algumas vedações para criar essas mágicas assistencialistas devido a ser ano eleitoral. Vamos aguardar presepada que irão inventar”, completou Crispim.

O deputado ainda criticou o não cumprimento de promessas eleitorais de Bolsonaro na campanha de 2018. Além de extinguir a PPI, o presidente havia prometido dar mais atenção à categoria. Na visão de Crispim, isso não aconteceu.

“O ministro Tarcísio [Freitas], auxiliar das mentiras de campanha que se dizia interlocutor do governo junto aos caminhoneiros, empurrou e empurrou e saiu do governo sem entregar nenhuma solução das pautas reivindicadas na paralisação de maio 2018”.

“Estão, como se diz no dito popular, como baratas tontas tentando a quase quatro anos tentando efetuar alguma entrega para os caminhoneiros e não fizeram nada vezes nada”, afirmou o parlamentar.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Economia

Tesouro Direto: investimentos superaram resgates em R$ 1,76 bi em maio

Publicados

em

Em maio deste ano, as vendas de títulos públicos federais por meio do Tesouro Direto, do Tesouro Nacional, atingiram a cifra de R$ 3,9 bilhões. No mesmo mês, foram resgatados R$ 2,14 bilhão. Dessa forma, a emissão líquida, ou seja, o saldo entre papéis emitidos menos os títulos resgatados, foi de R$ 1,76 bilhão.

Aplicações de até R$ 1 mil representaram 59,99% de todas as operações de investimento mensais, mas o valor médio por operação foi de R$ 6.510,26.

O grupo mais demandado pelos investidores foi o indexado à Selic (Tesouro Selic), cuja participação nas vendas atingiu 56,5%. Os títulos indexados à inflação (Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais) corresponderam a 32,7% do total e os prefixados, a 10,9%.

Entre os títulos resgatados, o equivalente a pouco mais de R$ 2,05 bilhões foi readquirido pelo Tesouro Nacional, pelos preços de mercado na data da transação, e o correspondente a cerca de R$ 92,4 milhões foram relativos à data de vencimento – pelos quais o investidor recebe o valor integral da rentabilidade definida no momento da compra.

Leia Também:  Técnicos do Sistema Famato participam de workshop sobre Sensoriamento Remoto & Agronegócio

Quanto ao prazo, a maior parcela de vendas se concentrou nos títulos com vencimento entre 1 e 5 anos, que alcançaram 79,99% do total. As aplicações em títulos com vencimento acima de dez anos representaram 17,94%, enquanto os títulos com vencimento de cinco a dez anos corresponderam a 2,06% do total.

De acordo com o balanço que o Tesouro Nacional divulgou hoje (27), em maio foram realizadas 600,12 mil operações de investimento em títulos do Tesouro Direto. Além disso, o total de investidores com algum saldo em aplicações no programa de vendas de títulos públicos federais atingiu a marca de 1,974 milhão de pessoas, enquanto o total de cadastros cresceu com a entrada de mais 561,06 mil pessoas, atingindo o total de 18,953 milhões de nvestidores – número 72,39% superior ao de maio de 2021.

O balanço completo está disponível na página do Tesouro Direto.

Edição: Graça Adjuto

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA