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Gasolina volta a subir e bate novo recorde nesta semana, aponta ANP

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Litro da gasolina atingiu R$ 7,298 nesta semana
Reprodução: ACidade ON

Litro da gasolina atingiu R$ 7,298 nesta semana

O preço da gasolina subiu pela quinta semana seguida, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP). O valor médio do litro passou de R$ 7,295, na semana passada, para R$ 7,298, nessa semana, marcando novo patamar médio recorde no varejo. 

Segundo a ANP, o aumento ocorreu na terceira casa decimal do preço da gasolina. Desde janeiro, o avanço é superior a 9,3% nas bombas.

Já o diesel subiu pela quarta semana seguida, passando de R$ 6,630 para R$ 6,847 – também em patamar recorde. É alta de 3,27% na semana. No ano, aumento é superior a 24%.

Nesta sexta-feira,  o governo apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação contra a política de ICMS dos estados sobre diesel Bolsonaro havia anunciado em live nas redes sociais que iria à Justiça.

 Apesar de o presidente afirmar que uma mudança no ICMS poderia levar à redução nos preços, especialistas avaliam que isso não é garantido. Desde o início do governo Bolsonaro, o litro do diesel nas bombas já subiu 111%.

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Defasagem em gasolina chega a 22%

A ação ocorreu após Bolsonaro ter demitido o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. Para seu lugar, foi nomeado Adolfo Sachsida, que trabalhou com Paulo Guedes no Ministério da Economia.

Apesar do aumento dos preços na bomba e do reajuste de 8,87% no diesel anunciado pela no último dia 9, especialistas lembram que o preço ainda está defasado.

Dados da Abicom, que reúne os importadores de combustíveis, apontam que nesta sexta-feira a defasagem está em 10% (R$ 0,57 por litro) no diesel.

Já a gasolina está com uma defasagem de 22%, de R$ 1,07 por litro. É a maior defasagem na gasolina desde o dia 9 de março, quando a diferença chegou a 30% (R$ 1,41 por litro).

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IPCA-15: prévia da inflação sobe 0,59% em maio, maior salto desde 2016

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Prévia da inflação avança 0,59%, maior alta para o mês desde 2016
Agência Brasil

Prévia da inflação avança 0,59%, maior alta para o mês desde 2016

O IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, desacelerou na passagem de abril para maio. O índice registrou alta de 0,59% ante taxa de 1,06% no indicador fechado do mês. Ainda assim, indica preços pressionados, já que é a maior taxa para o mês desde 2016. Com o resultado, o IPCA-15 acumula alta de 4,93% no ano. Em 12 meses, chegou a 12,2%.

O resultado veio acima do esperado. Analistas ouvidos pela Reuters projetavam alta de 0,45% no mês. Os dados são do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) e foram divulgados pelo IBGE nesta terça-feira (24).

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Todos os grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram aumento nos preços, exceto o grupo Habitação (-3,85%). A retração foi influenciada pela alteração da bandeira tarifária de Escassez hídrica para verde, o que levou a uma queda 14,09% na energia elétrica. Isso não significa, porém, que o consumidor não sinta um peso no bolso na hora de pagar a conta de luz. Em 12 meses, a energia elétrica subiu cerca de 20%.

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Preços das passagens aéreas sobem 18,40%

A maior alta no IPCA-15 de maio veio do grupo Saúde e cuidados pessoais (2,19%), que contribuiu com 0,27 p.p. no indicador mensal. Os produtos farmacêuticos puxaram a alta, já que subiram 5,24% após o reajuste de até 10,89% autorizado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Também pressionaram o resultado do grupo os itens de higiene pessoal, que apresentaram alta de 3,03%, com impacto de 0,11 p.p. no índice do mês.

O grupo Transportes, por sua vezes, avançou 1,8% em maio. A maior contribuição veio das passagens aéreas, cujos preços subiram 18,40% no mês. É a segunda alta seguida. Em abril, as passagens subiram 9,43%.

Os combustíveis também seguem em alta, embora a variação tenha sido inferior à registrada no mês anterior (alta de 2,05% em maio, ante 7,54% em abril). A gasolina subiu 1,24%, enquanto o etanol avançou 7,79%. O seguro do veículo também ficou mais caro: subiu 3,48% em maio e já acumula 18,24% de variação no ano.

Outros itens também pesaram mais no segmento Transportes. O táxi ficou 5,94% mais caro, por conta dos reajustes de 41,51% nas tarifas em São Paulo e de 14,10% em Fortaleza. O metrô também está pesando mais no bolso: subiu 2,17% em meio ao reajuste de 12,07% nas passagens no Rio. O ônibus urbano também subiu (0,17%), diante do reajuste de 11,11% no preço das passagens em Belém.

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Inflação elevada por mais tempo

Em meio aos choques na economia global, como os recentes lockdowns na China por causa da Covid-19, e a guerra na Ucrânia, a persistência da alta dos preços tem levado analistas a projetarem um IPCA ainda mais elevado para este ano.

Analistas já esperam que inflação fique mais próxima de 9% em 2022, com um ciclo de alta dos juros mais duradouro. Atualmente, a taxa Selic está em 12,75% ao ano, maior patamar desde fevereiro de 2017. Desde a divulgação do IPCA de abril, que mostrou uma alta de preços generalizada, economistas estimam que os juros podem ir até 14% ao ano.

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