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Governo de Mato Grosso oferta serviço de home care para pacientes em tratamento da Covid-19

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O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT), disponibiliza, a partir desta segunda-feira (12.04), o serviço de home care a pacientes com quadro de saúde estável que estejam em tratamento da Covid-19 nas enfermarias do Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, e do Hospital Estadual Santa Casa, em Cuiabá. 

Até sexta-feira (16.04), os Hospitais Regionais de Cáceres, Sinop e Rondonópolis também disponibilizarão a assistência domiciliar aos pacientes de baixa complexidade em tratamento em suas respectivas unidades de saúde. 

A estimativa é de que o serviço atenda aproximadamente 300 pacientes dessas unidades de saúde, sendo 150 da Baixada Cuiabana, 50 da região de Cáceres, 50 de Sinop e outros 50 de Rondonópolis. 
 
O objetivo do Programa de Assistência Domiciliar (PAD) Covid-19 é garantir uma desospitalização segura, com mais saúde e bem-estar ao paciente hospitalizado que precisa passar por um tratamento paliativo contra o coronavírus, mas não necessariamente precisa continuar internado. 

A supervisão da estrutura para a viabilização do atendimento é feita pela Regulação do Estado. A indicação para o tratamento em home care é realizada pelo médico responsável pelo tratamento do paciente.  

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Conforme explica a superintendente de Regulação em Saúde da SES, Dúbia Beatriz de Oliveira Campos, a proposta é manter a qualidade do serviço oferecido pelas unidades hospitalares do Estado na casa do paciente. “O paciente contará com toda a estrutura necessária, de modo a assegurar uma recuperação rápida e da melhor forma possível, uma vez que o apoio e a proximidade familiar também contribuem na recuperação saudável”, pontua Dúbia.

Atuarão no home care técnicos de enfermagem, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e um médico. O serviço domiciliar ainda conta com um transporte, caso haja a necessidade de locomoção, e a supervisão dos profissionais da Regulação e dos hospitais de origem dos pacientes.

Fonte: GOV MT

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Recuperada da Covid-19, tenente-coronel da PM de MT é homenageada pelo filho que a tem como fonte de inspiração

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O estudante Pedro Henrique Beserra de Oliveira, 13 anos, é só orgulho quando fala da mãe, a tenente-coronel da Polícia Militar  Hadassa Suzannah Beserra de Souza. Ele diz que prefere não falar da profissão da mãe com os amigos, especialmente com os quais se relaciona apenas em ambientes extrafamiliar.

Essa opção, explica Pedro Henrique, é mais por segurança mesmo. Entretanto, conta que já percebeu que passa a ser mais respeitado quando os colegas descobrem quem é sua mãe. Quando a veem de farda, então, ficam surpresos e até receosos. Mas, ao contrário do que os colegas imaginam antes de conhecê-la, Pedro Henrique garante que sua mãe é muito legal e, como ele a define, bem tranquila. “Não é nada brava, é mais tranquila que muitas mães de amigos meus que não são policiais”, atesta.

Tímido, Pedro Henrique é de pouca conversa. Mesmo acanhado durante a entrevista, admitiu que não descarta seguir a carreira da mãe. “Não sei ao certo ainda qual profissão escolher, mas pode ser policial militar, sim”, observa.

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Além de orgulhoso, o adolescente está muito feliz com a recuperação da saúde da mãe. É que a tenente-coronel Hadassa foi diagnosticada com a Covid-19, teve 50% dos pulmões comprometidos pela infecção e passou mais de 10 dias internada em Unidade de Terapia Intensiva(UTI), em Cuiabá.

Aos 37 anos, atleta e com uma saúde que poderia se dizer perfeita, há alguns meses ela se viu à beira da morte. Já está recuperada e voltou ao trabalho, porém ainda trata sequelas cardíacas decorrentes da Covid.

Hadassa conta que enquanto estava internada pensava especialmente no filho. E, diz, ao mesmo tempo em que temia a morte, deixar Pedro Henrique sem mãe, fazia suas orações e agradecia a Deus pelo amor e a saúde do filho e dos pais, Carlos Alberto de Souza Silva, 69, e Giselda Beserra de Souza, 61.

Um mês antes de Hadassa ser internada, os pais dela tiveram Covid. Eles se recuperaram sem a necessidade de internação hospital. A principal preocupação dela era a mãe, que está em tratamento de um câncer, mas dona Giselda surpreendeu a todos apresentando sintomas leves da Covid-19.

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“Essa pandemia está causando muita dor e sofrimento às famílias. No caso das mães, penso que nenhuma deveria passar pela dor de perder um filho, não é a ordem natural da vida”, avalia Hadassa.

Sobre o filho, a mãe orgulha diz que o apoiará na profissão que ele escolher. Mas, antes que ele escolha, juntos estão conhecendo e discutindo outras carreiras.

Hadassa se recorda que quando decidiu que faria o concurso para oficial da Polícia Militar isso, sim, foi surpresa em sua casa. Carlos Alberto e dona Giselda não esconderam o temor e as preocupações, mas ao final também a apoiaram a filha. “Hoje sei que eles se sentem orgulhosos”, completa.

Fonte: GOV MT

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