Home Política Ator cotado para secretário de Cultura se reúne com Bolsonaro no Planalto

Ator cotado para secretário de Cultura se reúne com Bolsonaro no Planalto

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Encontro com Mário Frias ocorreu no fim da tarde desta quarta e foi confirmado à noite pela assessoria de Bolsonaro. Saída de Regina Duarte foi comunicada pela manhã.

O presidente Jair Bolsonaro se reuniu no fim da tarde desta quarta-feira (20) com o ator Mário Frias, cotado para assumir a Secretaria de Cultura do governo federal no lugar de Regina Duarte.

Conforme a agenda oficial de Bolsonaro, atualizada pela Secretaria de Comunicação Social por volta das 20h20, o presidente se encontrou com o ator às 17h15, no Palácio do Planalto.

Segundo fontes ouvidas pela TV Globo, Bolsonaro fez o convite para o ator assumir a secretaria, e Mário Frias aceitou. Não houve, contudo, anúncio oficial até a última atualização desta reportagem.

A saída de Regina Duarte do cargo foi comunicada na manhã desta quarta-feira, em uma rede social. A atriz permaneceu no governo por pouco mais de dois meses. Regina Duarte assumirá a Cinemateca Brasileira, em São Paulo.

A Secretaria de Cultura tinha status de ministério nos governos de Michel Temer, Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva.

Na gestão do presidente Jair Bolsonaro, contudo, a secretaria passou a ser subordinada ao Ministério da Cidadania, chefiado à época pelo deputado Osmar Terra (MDB-RS). Atualmente, a pasta é vinculada ao Ministério do Turismo, comandado por Marcelo Alvaro Antonio (PSL-MG).

Alinhamento

Nesta terça-feira (19), Bolsonaro publicou em uma rede social vídeo com trechos de uma entrevista de Mario Frias.

Na entrevista, feita em 6 de maio, o ator saiu em defesa do governo e disse estar à disposição de Bolsonaro “para o que ele precisar”.

Nesta quarta, Frias, também em uma rede social, publicou o mesmo vídeo, com a seguinte legenda: “Pra quem ainda não entendeu vou deixar aqui o mais claro possível! AQUI É JAIR BOLSONARO!!!!”.

Polêmicas na secretaria

A Secretaria de Cultura tem sido alvo de polêmicas no governo Bolsonaro.

O maestro Dante Mantovani, por exemplo, foi nomeado presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte) em dezembro do ano passado, exonerado em março deste ano, renomeado em 5 de maio e exonerado no mesmo dia.

Mantovani associou o Rock a drogas, aborto e ao satanismo.

O antecessor de Regina Duarte, Roberto Alvim, deixou o cargo após ter feito um discurso sobre artes semelhante ao de Joseph Goebbels, antissemita radical e um dos idealizadores do nazismo.

G1

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