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Atletas divididos, poucos fãs nos bastidores e atritos com diretoria: como Sampaoli é visto no Santos

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Argentino será adversário do Peixe pela primeira vez desde saída o clube nesta quarta, na Vila

José Carlos Peres e Jorge Sampaoli na apresentação do técnico no Santos — Foto: Ricardo Moreira / Estadão Conteúdo

O técnico Jorge Sampaoli retornará nesta quarta-feira ao lugar que chamava de casa em 2019.

Agora no comando do Atlético-MG, o argentino volta à Vila Belmiro e reencontrará o Santos pela primeira vez desde sua saída conturbada do clube, no fim do ano passado. Tão conturbada que, no dia seguinte, Sampaoli e Peixe se encontrarão novamente, mas na Justiça.

Voltando ao “campo e bola”, Sampaoli reverá um Santos bem diferente em relação ao que ele comandava na última temporada. São inúmeros desfalques e várias “caras novas” no time titular do Peixe, hoje comandado por Cuca.

No Santos, Sampaoli não ganhou títulos, mas era bastante adorado pela torcida e criou o lema “amor pelo balón”, com seu estilo de jogo ofensivo, que prioriza a posse da bola. Dentro do elenco, porém, o argentino dividia opiniões. Há jogadores que adoram o “modus operandi” do argentino e outros que não sentem falta.

Com estilo “fechado”, Sampaoli costumava se voltar aos jogadores e ao gerente Gabriel Andreata, quem levou para o Atlético-MG, e pouco criou relações com outros funcionários do Santos.

Jorge Sampaoli na Vila Belmiro em seu último jogo como técnico do Santos — Foto: Maurício de Souza / Estadão Conteúdo

Jorge Sampaoli na Vila Belmiro em seu último jogo como técnico do Santos — Foto: Maurício de Souza / Estadão Conteúdo

Um caso público disso foi o afastamento do auxiliar fixo e ídolo Serginho Chulapa, que já fez diversas críticas ao argentino. Ele também esteve escanteado durante a passagem de Jesualdo Ferreira e foi reintegrado por Cuca.

Sampaoli também não tem muitos fãs na diretoria do Santos. Ao longo do ano passado, foram várias trocas de farpas entre o presidente José Carlos Peres e o argentino, que não hesitava em fazer cobranças públicas por reforços ou melhorias internas na maioria de suas entrevistas. A saída turbulenta agravou ainda mais a situação.

Vice-campeão brasileiro em 2019, Sampaoli cobra do Santos na Justiça a premiação pela classificação à Libertadores de 2020, a multa rescisória de seu contrato (R$ 10 milhões) e direitos de imagem (cerca de R$ 600 mil).

O Santos, por outro lado, defende que o treinador pediu demissão em reunião realizada em 9 de dezembro, um dia antes de expirar a cláusula de multa rescisória – e, por isso, entende ter direito a ser indenizado pelo treinador. Sampaoli afirma que só formalizou sua demissão no dia 11, já sem a multa em seu contrato.

O que resta de Sampaoli no Santos?

No Santos que enfrenta o Atlético-MG nesta quarta-feira, pouquíssima coisa. Primeiro porque, desde sua saída, dois técnicos já comandaram o clube.

E segundo porque a lista de desfalques para a partida é grande:

  • Lucas Veríssimo e Luan Peres, dupla de zaga titular (ambos suspensos);
  • Alison, que poderia atuar improvisado na zaga, também suspenso, e Luiz Felipe, com lesão na coxa;
  • Raniel e Kaio Jorge, que testaram positivo para o novo coronavírus e entraram em quarentena;
  • Jean Mota, com edema na coxa.

Como “heranças” no atual elenco, Sampaoli foi responsável por fazer Soteldo superar a desconfiança por sua baixa estatura e virar uma das principais peças do elenco do Santos. Também melhorou o futebol de Marinho, à época chamado de “fominha” e hoje destaque do Peixe, depois de entender sua importância tática.

FONTE: GLOBO ESPORTE

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