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App para ebola pode facilitar ‘revolução’ de smartphones na medicina

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ebola“A grande maioria das doenças conhecidas podem ser diagnosticadas com um smartphone”, diz Eric Topol, do instituto de pesquisas Scripps, da Califórnia. “Em vez de ficar botanto pessoas em quarentena por três semanas, por que não avaliar se elas têm o vírus no seu sangue?”

Uma resposta mais rápida poderia salvar vida e evitar desastres, como o do paciente em Dallas, nos Estados Unidos, que foi mandado para casa com febre alta. Pouco depois, descobriu-se que era ebola, e ele acabou morrendo.

Topol diz que uma técnica simples de detecção de vírus – a de reação em cadeia de polimerase – já está disponível para aparelhos celulares, bastando apenas um dispositivo extra para coleta e análise do sangue que é barato.

A técnica amplifica traços do DNA da patogenia no sangue do paciente, e “cola” uma tinta fluorescente nele. O smartphone é capaz de detectar essa fluorescência, determinando se uma amostra de sangue está contaminada ou não.

“O Ebola possui apenas cinco genes – então eles são muito pequenos, mas sua presença no sangue deve ser fácil de ser detectada”, diz ele.

A empresa americana Biomeme, da Filadélfia, está trabalhando para aperfeiçoar esse método. Maria Chacon Heszele e Jesse vanWestrienen, que estão desenvolvendo o sistema, acreditam que um caso de ebola poderia ser detectado em menos de duas horas, usando apenas uma pequena amostra de sangue retirada do dedo.

No caso da pessoa infectada em Dallas que pegou um avião com 132 passageiros, elas poderiam todas ser monitoradas regularmente para se detectar novas contaminações.

“É de baixo custo, requer pouca manutenção e sua interface é simples”, disseram Heszlem e vanWestrienen em e-mail à BBC. Como os dados são estocados em smartphones, eles também podem ser enviados a bases centrais de informação.

Isso possibilitaria que se monitorasse a evolução da doença em toda a população, facilitando decisões sobre isolamento de pessoas e prevenindo contra novos contágios.

BBC Saúde

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