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LEITE/CEPEA: Preço do leite ao produtor sobe 6% neste ano, mas custos de produção avançam 14%

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Cepea, 28/09/2021 – A competição das indústrias pela compra de matéria-prima continuou acirrada durante agosto, contexto que resultou em um novo aumento nos preços do leite ao produtor. Segundo pesquisa do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, o valor do leite captado em agosto e pago ao produtor em setembro registou alta de 1% em relação ao mês anterior, atingindo R$ 2,3827/litro na Média Brasil líquida, 2,5% acima da registrada em setembro de 2020, em termos reais (os dados foram deflacionados pelo IPCA de agosto/21). Trata-se, também, de um novo recorde real da série histórica do Cepea. Desde o início deste ano, o preço do leite no campo acumula alta real de 6%.

O aumento das cotações do leite, no entanto, não tem refletido em maior rentabilidade para o produtor, uma vez que a valorização no campo está atrelada justamente às intensas altas nos custos de produção. Dados do Cepea mostram que o custo operacional efetivo da atividade registrou expressivo avanço de 14% desde o início deste ano. Num contexto de adversidade climática, em que a estiagem prejudica a alimentação volumosa do rebanho, a elevação dos custos de produção, sobretudo dos insumos ligados ao manejo nutricional (como concentrado e suplementação mineral), tem desestimulado investimentos na atividade e, consequentemente, impedido um ajustamento rápido da oferta à demanda.

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O Índice de Captação Leiteira (ICAP-L) do Cepea avançou ligeiro 0,89% de julho para agosto, puxado pelos aumentos no Rio Grande do Sul, de 4,2%, e no Paraná, de 1,6%. Vale lembrar, no entanto, que, no mesmo período do ano passado, a captação das indústrias consultadas pelo Cepea havia crescido 3,88% (2,9 pontos percentuais a mais que atualmente).

PERSPECTIVA – Agentes de mercado consultados pelo Cepea afirmaram que a demanda por lácteos não se recuperou como previsto e que as negociações estão enfraquecidas desde a segunda quinzena de agosto. Com a matéria-prima mais cara e com dificuldades em realizar o repasse da alta no campo ao consumidor, as indústrias de laticínios têm intensificado a concorrência na venda de derivados. A pressão dos canais de distribuição tem resultado em desvalorização dos lácteos, prejudicado a capacidade de pagamento dos laticínios. Além da demanda enfraquecida, o aumento das importações pode frear o movimento de valorização do leite ao produtor no próximo mês. Porém, tudo irá depender das condições climáticas e do volume de chuvas no período.

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Gráfico 1. Série de preços médios recebidos pelo produtor (líquido), em valores reais (deflacionados pelo IPCA de agosto/2021)

Fonte: Cepea-Esalq/USP.

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre o mercado lácteo aqui, por meio da Comunicação do Cepea e com a pesquisadora Natália Grigol: [email protected]

Fonte: CEPEA

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O Boletim do Leite de outubro já está disponível no site do Cepea!

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Cepea, 19/10/2021 – Nesta edição, confira:

Mesmo com custo alto, preço no campo pode cair em outubro
O preço do leite captado em agosto e pago aos produtores em setembro atingiu R$ 2,3827/litro na “Média Brasil” líquida do Cepea, alta de quase 1% sobre o do mês anterior, em termos nominais. Contudo, para este mês de outubro, a expectativa dos agentes de mercado consultados pelo Cepea é de que o valor do leite captado em setembro se enfraqueça, mesmo diante dos elevados custos de produção. Leia mais.

Preços de derivados recuam em setembro 
Pesquisas realizadas pelo Cepea com o apoio da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) apontam que, em setembro, os preços médios do queijo muçarela, do leite UHT e em pó (400g) negociados entre indústrias e canais de distribuição em São Paulo recuaram 1,70%, 2,37% e 0,62%, respectivamente, frente a agosto/21. Na comparação com o mesmo período de 2020, as quedas foram de 14,75%, 8,85% e 11% na mesma ordem, em termos reais (dados deflacionados pelo IPCA de set/21). Leia mais.

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Importações sobem no terceiro trimestre de 2021
As importações de produtos lácteos somaram 30,4 mil toneladas no 3º trimestre de 2021, 23,5% acima do volume registrado no 2º trimestre, segundo dados da Comex. Contudo, na comparação com o mesmo período de 2020, quando as importações alcançaram 54,2 mil toneladas, houve queda de 44%. O resultado do 3º trimestre deste ano reflete a baixa oferta de leite no período – que levou à necessidade de importação para suprir a demanda doméstica. Entretanto, a desvalorização do Real frente ao dólar e o enfraquecido poder de compra dos brasileiros foram fatores que limitaram as aquisições de lácteos na comparação com o 3º tri de 2020. Leia mais.

Em setembro, custos registram alta de 0,99% 
O COE (Custo Operacional Efetivo) da pecuária leiteira subiu 0,99% entre agosto e setembro na “Média Brasil” (BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP). De janeiro a setembro, o COE avançou 15,75%. Os aumentos nos custos de produção seguem influenciados pelas altas dos adubos e corretivos, dos combustíveis e de rações e concentrados. Leia mais.

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Fonte: CEPEA

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