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UFMT e Governo Estadual discutem futuro da energia elétrica em Mato Grosso

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Energia solar e produção elétrica a partir de resíduos da agropecuária são apresentados como grandes potenciais do estado.

Pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e representantes do Governo do Estado estiveram reunidos nesta segunda feira (12), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT), para discutir o futuro da produção elétrica no estado. No seminário intitulado ‘Preparando Mato Grosso para a Transição Energética: Fontes Renováveis e Eficiência’, pesquisadores do Núcleo Interdisciplinar de Estudos em Planejamento Energético (Niepe) da UFMT apresentaram estudos relacionados ao setor energético do estado.

Compondo a mesa de debate, o vice-reitor da UFMT e doutor em Engenharia Elétrica, Evandro Soares, comentou a evolução do estado no setor. Para o professor, é necessário que o Governo do Estado esteja atento às mudanças mostradas nos estudos científicos para que possa desenvolver políticas públicas com eficiência e que respeitem o meio ambiente.

“O estado de Mato Grosso deixou de ser uma carga, isto é, de receber energia de outros estados. Hoje, é uma fonte, ou seja, produz e oferece energia, principalmente de fontes renováveis, como hidrelétricas, energia solar e biomassa. Desse modo, não estamos falando apenas de produção, mas do uso da eficiência energética. Precisamos de política públicas que estimulem a produção sustentável. Nesse sentido, a troca entre a Universidade e o Governo é muito proveitosa para a sociedade”, ressaltou.

O primeiro estudo apresentado pelos pesquisadores foi um balanço energético de Mato Grosso. Apresentado pelo professor Ivo Leandro Dorileo, da Faculdade de Economia da UFMT, o estudo mostrou um panorama da produção e do consumo de energia no estado. Dentre os potenciais mato-grossenses, foi destacada a produção de energia partir de resíduos da agropecuária.

“Temos excelentes probabilidades de aproveitamento, como soja e milho. Além disso, temos ótimos produtos da pecuária. Hoje nós já temos o aproveitamento do biogás de suínos ao longo da BR-163. Logo, em um estado com a produção que nós temos, tem ainda mais possibilidades de utilização de biodigestores de origem animal para a produção de energia”, destacou Dorileo.

Em relação à produção de energia fotovoltaica, que está isenta de cobrança de ICMS pelo período de oito anos em Mato Grosso, a incidência de raios solares no estado faz dela um outro potencial a ser explorado: “em termos de energia solar, a partir de dados do  Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), nós redimensionamos o mapa de Mato Grosso para mesorregiões e identificamos diversos potenciais de incidência de raios solares. Observamos um potencial excelente que precisa ser explorado com eficiência”, comentou o pesquisador.

Além do balanço energético, também foram apresentados ao Governo os estudos  ‘Matriz Energética de Mato Grosso’ e o ‘Plano Estratégico de Desenvolvimento de Energias Renováveis em Mato Grosso’, este último a ser entregue também para a Organização das Nações Unidas (ONU).

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