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TRE julga improcedente ação que pede cassação do mandato de Savi

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O TRE, por unanimidade, julgou improcedente a representação do Ministério Público Eleitoral contra o deputado estadual Mauro Savi (PR) por suposto abuso de poder político na campanha eleitoral do ano passado. A decisão, sob relatoria do desembargador Luiz Ferreira da Silva, foi proferida na sessão desta terça (30). O MPE pedia a cassação do mandato do republicano, bem como sua inelegibilidade.

Segundo os autos de investigação do MPE, o prefeito de Vila Bela da Santíssima Trindade, Anderson Gláucio Andrade (PDT), que também era alvo da apuração, supostamente liberou servidores do expediente no Executivo para participarem de  carreata com Savi, seguida de reunião no Clube do Laço.

No parecer, o órgão fiscalizador afirma que o prefeito incorreu em abuso de poder econômico, por conta da dispensa dos servidores, que ocorreu de maneira informal e injustificada. Cita como provas fotos do evento, extraídas do perfil de Savi no Facebook, além de depoimentos de secretários e cartões de pontos dos servidores lotados nas pastas de Administração, Saúde, Educação e Obras.

A defesa de Savi, patrocinada por Rodrigo Cyrineu, Samuel Franco Dália e João Paulo Franco Dália, afirma que não teve prova acerca da dispensa dos servidores para apoiar Savi, mas, sim, para participar do evento festivo que tinha na cidade.

Outra ação

Na sessão de hoje, a ação mais complicada contra Mauro Savi não foi analisada e pode ser apreciada na sessão de quinta (2). O parlamentar é acusado de comprar votos em Juara. Esse caso está sob relatoria do juiz-membro Lídio Modesto, mas teve pedido de vista, na semana passada, por parte da presidente do TRE, Maria Helena Gargaglione Póvoas. Isso porque ela dará o voto decisivo sobre o caso, que está empatado em 3 a 3.

Segundo os autos, em setembro de 2014, dias antes das eleições, realizadas em 5 de outubro, pessoas ligadas ao parlamentar, distribuíram dinheiro em troca de votos na chácara Ostácio, em Juara, de propriedade de Ostácio Bueno de Almeida.

O valor pago supostamente era de R$ 370, sendo que Davi Giolli teria ganhado R$ 1 mil. O flagrante foi feito por servidoras da 27ª Zona Eleitoral, que depois encaminharam para o delegado federal de Sinop, Emmanuel Borbas de Vasconcelos.

RD News

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