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Taques diz que apesar de fazer economia não consegue manter contas em dia

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Segundo o governador Pedro Taques, os atrasos nos salários de 100 mil servidores públicos e nos repasses à Saúde, em quase R$ 300 milhões, são resultado dos “roubos” praticados na gestão anterior.

O governador Pedro Taques (PSDB) afirmou nesta sexta-feira (1º) que apesar de economizar e buscar recursos todos os dias, não consegue manter as contas do Executivo em dia, devido aos atos de corrupção praticados durante a gestão do ex-governador Silval Barbosa.

Segundo Taques, os atrasos nos salários de 100 mil servidores públicos e nos repasses à Saúde, em quase R$ 300 milhões, são resultado dos “roubos” praticados na gestão anterior.

“Por que a saúde está atrasada? Por que eu, como governador, não tive condições de pagar o salário hoje dos 100 mil servidores do Estado? Porque este Estado foi arrombado durante cinco anos. Porque faziam negócios escusos dentro desse Palácio [Paiaguás]. Porque não há um contrato que tenha sido auditado que não tenha problema. De todos os contratos da delação do Silval Barbosa, 80% a auditoria já tinha identificado irregularidades. E tudo foi feito nas nossas barbas”, disse o governador, durante o lançamento do aplicativo de controle e fiscalização dos gastos públicos, Mira Cidadão.

Em uma cerimônia com representantes do Ministério Público do Estado (MPE) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o chefe do Executivo pontuou que o aplicativo permitirá a fiscalização não apenas dos órgãos de controle, mas também pela população. Ele afirmou acreditar que novos atos de corrupção não devem mais ocorrer.

“Por que o Mira Cidadão? Para que isso [corrupção] não volte mais a acontecer. Porque roubaram Mato Grosso e ninguém viu. Nosso Governo não tem medo de controle e fiscalização. Este instrumento é meu sonho, porque como governador, eu não fabrico dinheiro. Tenho que economizar e aplicar corretamente e o Mira Cidadão vai permitir apontar onde existem erros”, comentou ele.

Taques apontou que a crise financeira, enfrentada pelo Estado, ocorre mesmo com as tentativas de economia e de formas de obter mais recursos.

“Nós passamos o dia inteiro cortando gastos. Economizamos R$ 1 bilhão em um ano, com a criação do Cira [Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos]. Com a participação imprescindível do Ministério Público, nós recolhemos aos cofres públicos R$ 600 milhões, talvez um pouco mais”, declarou.

O governador lembrou que em sua gestão já houve caso de corrupção, como o esquema de fraudes na Secretaria de Educação, sob o ex-secretário Permínio Pinto, mas que enfrentou o assunto, prezando pela fiscalização.

“Já tivemos corrupção no nosso Governo, um dos momentos mais tristes da minha gestão. Triste e alegre. Triste porque a corrupção é muito ruim, alegre porque as instituições precisam funcionar. Isso faz parte da democracia. Quando chega ofício do Ministério Público, eu dou graças a Deus. Porque eu tenho alguém que esta buscando determinar que eu faça a coisa certa”, garantiu.

Ele finalizou seu discurso comentando que se sente mal com a situação econômica do Estado.

“Hoje não temos condições de pagar os salários de 100 mil servidores. Nós não tivemos condições de pagar todas as dívidas que temos com a Saúde. Isso dói para mim como administrador. Eu queria pedir aos senhores para, quando chegarem em casa, colocarem a cabeça no travesseiro e apagarem a luz: onde nós estávamos?”, concluiu Taques.

 

Fonte: RepórterMT

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