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Sema diz que casos de rompimento são raros, mas investiga causas no rio Arinos

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Técnicos da secretaria e da Defesa Civil iniciaram averiguação e já identificaram danos ambientais

A secretaria estadual de Meio Ambiente (Sema) afirma que irá investigar a situação de barragem em Pequena Central Hidrelétrica (PCH) do Grupo Bom Futuro que rompeu no último domingo (4) em São José do Rio Claro (a 320 km de Cuiabá). Técnicos da secretaria e da Defesa Civil estão local desde manhã desta terça (6) para averiguar os impactos ambientais.

“São muito raros incidentes como esse, sendo o último com barragem em 2008. Na época, o problema surgiu durante a manutenção da estrada e não por excesso de chuva, como agora. No entanto, a barragem foi reconstruída e modernizada”, diz a secretária-adjunta de Licenciamento, Lilian Ferreira dos Santos.

A informação inicial divulgada ontem pela Defesa Civil aponta que o rompimento da barreira de uma PCH na fazenda Agromar, a 60 km de São José do Rio Claro, na noite de domingo, levou à quebra em sequência de outras duas barreiras, elevando o nível do rio Arinos. Hoje, a Sema afirmou que conseguiu identificar cinco pontos de rompimento.

“Estamos levantando os dados das coordenadas dos pontos onde houve o rompimento, em um total são cinco. Em princípio, segundo informação da usina, o trecho por onde a água passou até chegar ao rio Arinos não há moradores, portanto, sem vítimas ou danos a possíveis residentes”, explica o superintendente de Fiscalização, major da PM Bruno Nascimento.

A Sema informa que a equipe em trabalho no local também identificou alguns danos ambientais, mas não conseguiu mensurar o estrago. O caso anterior de rompimento de barragem de pequenas hidrelétricas em Mato Grosso ocorreu em 2008 em Campo Novo do Parecis (a 385 km de Cuiabá).

A empresa Agromar conseguiu licença para operar a PCH, com capacidade de geração de 0,28 megawatts, em 2013, tendo em vista que a potência é considerada de pequeno porte. A secretaria pondera ainda que a empresa poderá ser responsabilizada pelos danos ambientais eventualmente identificados.

Ribeirinhos

A Prefeitura de São José do Rio Claro ressalta hoje que conseguiu retirar alguns ribeirinhos às margens do rio Arinos cujas casas foram invadidas por água com a subida do nível. No entanto, não informou a quantidade de habitantes socorridos. Diz também que o nível da água está estabilizado e a tendência que baixe nos próximos dias.

fonte:RD NEWS

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