Home Mídia Digital São Paulo ganha maior projeto de mídia digital da América Latina

São Paulo ganha maior projeto de mídia digital da América Latina

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Por vezes, as pessoas que passam e ultrapassam o dia a dia da vida de uma cidade como São Paulo se esquecem de que, em 2014, o Brasil servirá de palco para obtusos e importantes eventos – da Copa do Mundo às eleições políticas. E se espantam diante de um painel circular com 28m2 instalado na Estação Luz, em São Paulo, capital, como se subitamente uma epifania se instaurasse em forma de imagem e informação em cores e movimentos.

E esse momento de “milagrosa sublimação” não passa de tecnologia em exercício, principalmente quando aplicada para atender demanda de nobre finalidade.

Considerado o mais imponente projeto de comunicação de mídia digital já realizado na América Latina, este imenso projeto instalado no metrô foi concebido e realizado pela Onthespot, empresa especializada em in-store media services e digital out of home (braço desse segmento no Brasil do Grupo Telefônica).

Há algum tempo que as telas de digital signage veiculam informação e entretenimento às quase mil pessoas que utilizam o metrô como meio principal de transporte. E foi em toda a moderna Linha Amarela que 672 monitores passaram a integrar os interiores dos trens, juntamente a 70 painéis de amplas dimensões dispersas nas estações da Linha, que abrangem pontos em bairros de zonas distintas da metrópole – até agora de Pinheiros ao bairro da Luz.

A concessionária ViaQuatro, que cuida da operação da Linha Amarela do metrô solicitou à Onthespot a realização de um projeto que unisse informação e entretenimento aos usuários da Linha, porém com um diferencial: que contasse com o que melhor houvesse em tecnologia no mercado atual.

E para tanto, foi necessário um projeto de mídia digital que transformasse também a forma com que se dá a relação entre tecnologia e agências/clientes no processo de criação e engajamento de audiências, e que essa forma fosse mais eficiente e prática, com ênfase na criatividade dos conteúdos atrativos. Enfim, que fugisse do tradicional.

Logo, chegou-se a um modelo circular com exibição em 360 graus, e os painéis circulares, também integrantes do macroprojeto, começaram a ser comercializados pela Onthespot e pelo Terra desde o começo de dezembro.

Impactados pelo aspecto “futurista” do sistema implantado, pessoas que fazem uso de trens da Linha 4 demonstraram um certo entusiasmo com o empreendimento, levando-se em consideração que essa linha é relativamente nova em relação às outras, e que seu público-alvo caracteriza-se pela diversidade, abrangendo estudantes universitários, executivos, trabalhadores em geral, artistas…enfim, um ecletismo não elitista, mas funcional, algo como as linhas de metrô de Paris.

Aliás, esse projeto, que envolve altas mídias digitais, de certo modo sinaliza o grande desejo, ainda que subterrâneo na alma brasileira – porém à iminência da eclosão –, de um Brasil em que a tecnologia definitivamente se institua como fundamento básico e normativo para toda e qualquer realização, principalmente as públicas, essas que são financiadas pelo próprio povo, mas tratadas, quando inauguradas e em tempos pré-eleitorais, como monumentos exuberantes e caritativos para “enfeitar” e amenizar o ferro do suplício de nossos cidadãos. Parece-me que, passados 50 anos do violento golpe de 64 – quando os militares anestesiaram nossos impulsos sob a genocida força da opressão – o país anda a respirar uma certa liberdade…

E nada mais livre e irrefreável que a tecnologia, principalmente quando democratizada

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