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Sangue no olho: capitão do Corinthians na Libertadores, Balbuena encarna lema da Fiel

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Zagueiro é quem veste a braçadeira do Timão nos jogos da competição sul-americana

Uma cena chamou a atenção durante a festa do título paulista do Corinthians, ainda dentro do gramado da arena do Palmeiras. Com uma bandeira do Paraguai nas costas, o zagueiro Balbuena corria de um lado para o outro do pódio, puxando um dos gritos da Fiel torcida:

– É sangue no olho, é tapa na orelha, é o jogo da vida e o Corinthians não é brincadeira.

A imagem é simbólica. Em pouco mais de dois anos no clube, Balbuena conseguiu assimilar a identidade do clube e o que esperam seus torcedores.

– O Corinthians foi sempre assim, acho que esse grupo está absorvendo muito essa identidade do corintiano. E logicamente ficamos felizes quando as coisas dão certo. Não podemos ganhar todos os jogos, mas entrega e atitude a gente não negocia, tem que ter a cada jogo, independente do adversário a gente defende fortemente essa camisa que estamos vestindo – declarou o jogador, ao GloboEsporte.com.

O entendimento do “DNA” corintiano foi apenas um dos motivos para o zagueiro se tornar um dos líderes do elenco alvinegro. Não por acaso, ele foi escolhido o capitão do Timão nos jogos da Taça Libertadores.

Desde o ano passado, ainda durante a disputa da Copa Sul-Americana, o técnico Fábio Carille pediu que o paraguaio usasse a braçadeira nos jogos fora de casa pela América do Sul. Além de ser respeitado perante os demais corintianos, Balbuena tem facilidade para se comunicar com os árbitros por falar espanhol.

– Eu tomo isso com muita tranquilidade. Fico feliz com a confiança do Fábio e do pessoal. Logicamente, o idioma é um dos fatores. Há juízes que não gostam que os jogadores que não são capitães falem com ele. Mas para mim não muda nada. Já fui capitão em todos as equipes que joguei e é só uma faixa que levo no braço, isso não muda meu comportamento dentro de campo. Sempre tento fazer o melhor.

Nesta quarta-feira, diante do Independiente, da Argentina, às 21h45 (de Brasília), em Avellaneda, Balbuena será o capitão pela oitava vez na temporada. Ele é o jogador do elenco que mais vezes usou a braçadeira na equipe em 2018, seguido por Cássio e Fagner, com cinco cada.

Questionado sobre a possibilidade de fazer história e, quem sabe, erguer a taça da Libertadores no fim da temporada, o paraguaio abriu um sorriso largo, mas minimizou:

– Se eu for o primeiro ou último a erguê-la, tanto faz. O mais importante é ser campeão!

Globo Esporte

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