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Projetos propõem cota zero para a pesca em todo estado de Mato Grosso

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Segundo Tarso Lopes, presidente da Federação, o Cepesca e o deputado Dilmar devem divulgar seus projetos, no mesmo sentido, em breve. No de Janaína, as principais modificações estão em proibir o abate e transporte de pescado em todo o estado pelos próximos cinco anos, com a quantidade sendo modificada depois disso, além de manter a proibição permanente do abate de dourado e piraíba. Veja a proposta na íntegra AQUI.

O Pantanal não suporta mais a retirada de peixes, alerta Tarson. Esta questão da cota zero precisa ser explicada, porque cota zero é um slogan, mas na verdade seria transporte zero. Mato Grosso do Sul já adotou, Goiás já adotou há cinco anos, e se a gente não fizer, todo mundo vai subir pro Pantanal de Mato Grosso, e aí que vai acabar o nosso peixe mesmo.

O decreto de cota zero de Mato Grosso do Sul foi anunciado em 31 de janeiro, pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB). Na época, o presidente da Federação publicou um vídeo parabenizando o governante pela ação. Logo depois, em fevereiro e março, ele chegou a se reunir com o governador Mauro Mendes (DEM) para pedir o mesmo em Mato Grosso.

“Mato Grosso do Sul em 2020 será cota zero, fizeram decreto esse ano, e na verdade era pra sair junto Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, mas eles saíram na frente. E Goiás tem há cinco anos. Se nós não tomarmos medidas pra proteção do Pantanal, do pescado – e não só da cota zero, mas outras atitudes também, como lixo e esgoto – nós vamos estar com nosso estoque de pescado cada vez mais abaixando, vai abaixar a um nível que ninguém vai conseguir pegar mais nada”, lamenta.

Segundo Tarson, o grande problema da pesca amadora está na quantidade de peixe que acabam sendo levados do rio. “Nós temos uma estatística que 400 mil carteiras de pesca são direcionadas para Mato Grosso. E se você calcular, a cota do pescador amador é uma cota diária. Ela não fala que pode, por exemplo, pegar 5kg e mais um exemplar por mês, é por dia! Se a fiscalização pegar, ele tem que estar com 5kg e um exemplar. As pessoas que vem de fora, nesse sentido, vão levar 5kg. Mas as pessoas que pescam aqui dentro do estado, poderiam ir lá todos os dias e tirar 5kg e um exemplar, de qualquer tamanho. Então se a gente pegar 400 mil carteiras só de fora, e esses caras levarem 2kg de peixe, já dá 800 toneladas. A gente entende que o Pantanal não suporta isso mais. Por isso a nossa luta, a nossa luta tem mais de um ano já pra que chegue à cota zero”.

Além da cota zero, a Federação de Pesca busca um projeto de coleta seletiva de lixo no Pantanal, e outro de capacitação de guias turísticos nas regiões de Barão de Melgaço, Poconé e Santo Antônio do Leverger.

Poconet

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