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Produção de etanol deve crescer 300% e chegar a 600 milhões de litros em 2019

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O excesso de produção de etanol, que deve crescer de 200 milhões de litros para 600 milhões de litros no ano que vem, é um dos problemas que afeta o setor sucroenergético – que produz energia a partir da cana-de-açúcar e do milho – em Mato Grosso.

A preocupação foi apontada pelo secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Carlos Avalone Júnior, ao participar do 7º Encontro Sucronergético Estadual, promovido pelo Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras do Estado (Sindalcool). Avalone disse que o governo pretende contribuir com o setor diante da previsão de excesso de produção. “A equipe do governo está discutindo uma forma de favorecer o escoamento para outros estados com uma mudança de tributação que ofereça melhor competitividade ao nosso etanol no país”.

Segundo o Sindalcool, o balanço parcial da safra 2017/2018, com dados de 31 de janeiro, aponta para a produção de 16,1 milhões de toneladas de cana-de-açúcar moída no Estado, em uma área de 220 mil hectares, além do aumento da utilização de milho, com 730 mil toneladas. Esta safra gerou 550 milhões de litros de etanol anidro, 830 milhões de litros de etanol hidratado e 410 mil toneladas de açúcar, somando-se cana-de açúcar e milho.

O Estado deve fechar a colheita de cana em cerca de 16 milhões de toneladas e 1 milhão de tonelada de milho na safra 2017/2018 destinados à produção de energia. A perspectiva de expansão e fortalecimento do setor para os próximos anos, reuniu representantes do grupo empresarial composto por 11 indústrias no evento promovido na quinta e sexta (8 e 9)  em Cuiabá.

Conforme o presidente do Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras do Estado (Sindalcool), Silvio Rangel, a proposta é ter um setor unido para enfrentar as adversidades e evitar a estagnação sofrida ao longo de quase dez anos em razão da política econômica anterior do governo federal.

“Apesar de um recente período próspero, ainda temos grandes desafios, entre eles, estar longe dos grandes centros, o que encarece a nossa manutenção e eleva os custos. Além disso, temos um gargalo no transporte para o escoamento da nossa produção. São 1,7 mil km até Paulínia (SP) que é hoje o principal centro de distribuição brasileiro”, avaliou o gestor.

Capacitação de mão de obra, acesso a novas tecnologias que permitam possibilidades para as usinas obterem redução de custos e aumento de produtividade e eficiência energética. Estes são os focos do setor, debatidos no encontro, de modo a fomentar o aquecimento da economia como um todo, com a geração de novos postos de trabalho e de renda à população. “A implementação do RenovaBio pelo governo federal no final do ano que vem, também já está contribuindo com este fortalecimento”, acrescentou Rangel.

O RenovaBio é uma política de Estado, conduzida pelo governo federal, com objetivo de traçar uma ação conjunta para reconhecer o papel estratégico de todos os tipos de biocombustíveis na matriz energética brasileira, tanto para a segurança energética quanto para mitigação de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa.

A diretora regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-MT), Lélia Brun, ressaltou que a proposta da entidade é expandir a parceria, gerando cada vez mais transferência de tecnologias para a expansão do setor sucroenergético. Ela frisou que é possível buscar novas ideias ao acessar a rede nacional e internacional do Senai. “Temos 18 áreas de transferências tecnológicas para focar na melhor competitividade das indústrias e assim atrair inovações ao segmento”.

Entre os temas abordados no encontro estão a melhor performance de equipamentos, segurança no trabalho frente à mecanização agrícola, mapeamento de alta precisão e coleta de dados nas fazendas de plantio de cana, fermentação de futuro, eficiência industrial, sistema de alta drenagem e extração e gestão industrial avançada.

 

 

 

Fonte: RD News

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