Home Saúde Óvulos são capazes de “escolher” espermatozoides no momento da fecundação

Óvulos são capazes de “escolher” espermatozoides no momento da fecundação

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Pesquisa mostra que há um crescente reconhecimento do papel feminino na fecundação

A aula de ciências em que o professor explica de onde vêm os bebês costuma ser um momento emblemático na vida de qualquer estudante. Lá a gente entende que para que uma possível nova vida se inicie é necessário que o espermatozóide fecunde o óvulo. Até aí tudo bem.

Só que durante muito tempo esse processo de fecundação foi entendido como algo aleatório. Em outras palavras é como se o espermatozóide que chegasse primeiro e conseguisse se firmar ao óvulo, conseguiria, no futuro, tornar-se um zigoto e assim dar início a uma gestação.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Pacific Northwest Research Institute o processo de fecundação não acontece de forma aleatória como pensávamos. Sendo assim, o óvulo escolheria o espermatozoide que iria fecundá-lo. As informações são da revista Quanta Magazine

Para a realização do estudo, os cientistas usaram dois grupos de camundongos. Uma parte do grupo composto tanto por camundongos macho quanto fêmeas estava contaminado com o gene do câncer de testículo, um dos tipo de câncer que mais tem fatores genéticos. A outra parte do grupo não.

Os cientistas fizeram então um cruzamento das fêmeas que haviam sido infectadas com o gene com o machos que não tinham o gene em seu DNA. Os pesquisadores então observaram que havia uma aleatoridade nos filhotes que haviam sido contaminados.

Em seguida, o experimento foi repetido, no entanto, desta vez, as fêmeas estavam saudáveis e os machos infectados. Os cientistas observaram então que apenas 27% dos filhotes haviam sido contaminados com os genes cancerígenos, a expectativa era de que 75% dos filhotes tivesse a mutação.

Desta forma, o que é possível entender é que o óvulo poderia ter uma tendência a escolher espermatozóides com características específicas ao invés de comportar-se de forma passiva, apenas esperando um espermatozóide para fecundá-lo.

Segundo a bióloga evolutiva Mollie Manier, da Universidade de George Washington, a anatomia reprodutiva é mais enigmática e difícil de estudar, mas há um crescente reconhecimento do papel feminino na fertilização.

FONTE:MINHA VIDA

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