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Mauro lembra inocência na Ararath e vê falsificação em laudo de R$ 700 milhões

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Ex-prefeito afirma que mineradora não vale R$ 700 milhões

O ex-prefeito de Cuiabá e pré-candidato ao Governo do Estado, Mauro Mendes (DEM), afirmou que o laudo que aponta que a Minérios Salomão valeria R$ 700 milhões é falso. Segundo o empresário, a pessoa que supostamente teria assinado o documento teria registrado em cartório que nunca assinou nada levantando a suspeita de falsificação.

Uma sentença da juíza do trabalho Eleonora Alves Lacerta, da Quinta Vara do Trabalho do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 23ª Região anulou o leilão da Minérios Salomão Ltda, realizado em 2009 e que atualmente pertence ao ex-prefeito de Cuiabá e pré-candidato ao Governo do Estado, Mauro Mendes (DEM). Posteriormente, a empresa passou a se chamar Maney Mineração e, atualmente, responde pelo nome de Mineração Casa de Pedra. “Existe um documento que já foi acostado, com uma declaração deste laudo que existia, que a pessoa que diziam que assinou, declarou em cartório que nunca assinou aquele laudo. Então, este suposto valor, que é uma operação que aconteceu dez anos antes da nossa presença na empresa, é falso. Este valor de R$ 700 milhões, nunca existiu”, afirmou Mauro, ao chegar para depor na Justiça Federal sobre a ação de improbidade administrativa a que responde, justamente por este caso.

O leilão, feito em 2009, foi conduzido pelo juiz Luis Aparecido Torres, que foi aposentado compulsoriamente por conta do caso. Segundo a magistrada, a tramitação foi feita de forma irregular, onde o próprio ex-juiz foi o responsável por avaliar a mineradora, alegando que havia sido corretor de imóveis no passado.

Mauro e os sócios pagaram R$ 2,8 milhões. “Nossa linha de defesa é absolutamente a verdade. Tinham três sócios e nós compramos deles todas as cotas e pagamos. O leilão foi um empecilho que surgiu naquele momento, e que meu sócio na época foi lá e arrematou. Não há nada de errado nisso e será provado nos autos na Justiça Federal. Temos farta documentação sobre isso”, explicou.

Durante a audiência, José Luiz Trevisan, dono da Casa de Pedra entre 1983 e 2011, e que foi arrolado como testemunha pelo MPF, confirmou que se utilizaram de um laudo forjado, datado de 1999, para em 2008, fazer a elevação do capital social da empresa de R$ 550 mil para R$ 700,5 milhões. O objetivo, segundo ele, era não perder a empresa, que encontrava-se penhorada por conta de uma dívida trabalhista, burlando assim a execução da ação.

Mauro Mendes disse que não acredita que a ação se trataria de alguma questão política. Ele citou também que chegou a ser acusado no desenrolar da Operação Ararath, mas que teve o processo arquivado. “Eu fui acusado pela Ararath, em 2014. Se passaram três anos e foi arquivado, com parecer da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e do juiz a meu favor. Não tenho dúvida nenhuma de que este processo também será arquivado, porque a verdade está do nosso lado. Sempre esteve e sempre estará”, disse.

 

 

 

Fonte: FolhaMax

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