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Madrasta suspeita de torturar menino de 5 anos em Cuiabá fica em cela separada de outras presas por determinação judicial

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A mulher de 33 anos e o marido foram presos pelo crime e tiveram a prisão convertida em preventiva. Menino reclamava de dores e estava com marcas de queimadura de cigarro pelo corpo, machucados nos joelhos, além de estar com o órgão genital em 'carne viva'.

Justiça determinou que a madrasta presa em flagrante no último dia 15 suspeita de torturar um menino de 5 anos no Bairro Pedra 90, em Cuiabá, fique separada de outras presas, por questão de segurança. A mulher de 33 anos e o marido foram presos pelo crime e tiveram a prisão convertida em preventiva.

A determinação para que ela não se misture às outras presas foi dada pelo juiz Geraldo Fernandes Fidélis Neto, da Vara de Execuções Penais. Ela está presa na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.

“Eis que, ao menos no momento, faz-se necessária a sua manutenção segregada, até mesmo para a própria segurança da custodiada e, também, garantir a instrução processual”, diz o magistrado.

O juiz negou o pedido de liberdade dela e afirmou que, embora a vítima não seja filho biológico dela, a situação de enteado o coloca no rol de família socioafetiva, cujos cuidados, quando sob sua guarda, deveriam se assemelhar ao de genitora. “Assim, não há que se falar na concessão da prisão domiciliar”, decidiu.

A Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) afirmou que, em regra, presos suspeitos de crimes contra crianças ficam em celas separadas dos reeducandos presos por outros crimes para não correr riscos.

Ela e o pai do menino foram presos depois de uma denúncia do Conselho Tutelar à Delegacia Especializada de Defesa dos Diretos da Criança e do Adolescente (Deddica) de que eles estavam torturando a criança dentro de casa.

Uma testemunha relatou ao Conselho Tutelar que o menino reclamava de dores e estava com marcas de queimadura de cigarro pelo corpo, machucados nos joelhos, além de estar com o órgão genital em ‘carne viva’.

A polícia descobriu que a criança é torturada desde o mês de janeiro, quando passou a ficar sob os cuidados do pai e da madrasta. As agressões eram frequentes, sendo que o pai batia no filho com socos e madrasta usava um pedaço de madeira, além da fivela de cinto para agredir a criança.

Entre as agressões, os suspeitos colocavam um elástico no pênis da vítima, como punição pelo fato da criança fazer as necessidades fisiológicas na calça. O casal também colocava o menino por horas de castigo de joelhos sobre caroços de arroz e sobre concreto quente

Com base nos relatos, os policiais da Deddica foram até a residência dos suspeitos, no bairro Pedra 90, onde foi constatada a veracidade da denúncia.

O menino foi encontrado com várias ferimentos por todo corpo, não conseguindo nem ficar em pé.

A criança passava fome, estava muito fraca e foi encaminhada para uma Unidade de Pronta Atendimento (UPA), onde ficou sob observação.

A madrasta da criança foi presa em casa e o pai foi preso no trabalho, na Avenida Beira Rio, em Cuiabá.

À polícia, eles confessaram as agressões e os castigos contra a criança, sendo autuados em flagrante pelo crime de tortura.

G1 MT

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