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AF:Líquido drenado reduz 7 cm no diâmetro do crânio da pequena Maria Clara

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O crânio da pequena Maria Clara já reduziu 7 centímetros no tamanho, após ter sido drenado parte do líquido acumulado na cabeça da criança. Maria Clara permanece em Cuiabá, acompanhada do pai, Claudemir da Silva Dias, durante o tratamento que pode durar pouco mais de seis meses.
Segundo informações da Assistente Social Edite Rocha, a recuperação da criança, após a cirurgia para a implantação da válvula responsável pela drenagem do liquido, surpreendeu os médicos. A menina já responde a estímulos e até tenta se virar sozinha. “É surpreendente, ela está cada dia melhor. Quando brincamos com ela, ela sorri e até tenta se virar sozinha. Ela já faz força para levantar a cabeça. Mas como ainda está pesada, ela não consegue”, explica.
Maria Clara também foi examinada por um pediatra após o procedimento cirúrgico. “Ela já consultou com um pediatra, Maria Clara só apresentou um pouquinho de anemia, mas já está sendo tratada. Os órgãos dela estão perfeitos” explica Edite.
Após a drenagem total do líquido e acompanhar como o crânio da criança se ‘fecha’, serão definidos os próximos passos do tratamento, e se ainda houver a necessidade de uma intervenção cirúrgica, o procedimento poderá ser realizado em Cuiabá.

CONHEÇA A HISTÓRIA DE MARIA CLARA

Alta Floresta parou para ouvir a história da pequena Maria Clara. Um caso comovente, que moveu uma série de ações para ajudar a família.
Maria Clara sofre de hidrocefalia, um problema de saúde gerado pela a acumulação de líquido cefalorraquidiano (LCR) no interior da cavidade, que por sua vez, faz aumentar a pressão intracraniana sobre o cérebro, podendo vir a causar lesões no tecido cerebral e aumento e inchaço do crânio.
O caso de Maria Clara chegou ao conhecimento da comunidade após a divulgação de uma matéria pela imprensa local.

DIAGNÓSTICO

Claudemir e a ex-mulher perceberam que o crânio da menina, ainda bebê, não tinha formato normal, mas não procuraram atendimento. Quando Maria Clara tinha três meses ela foi submetida ao exame do pezinho e constatado pela pediatra que havia uma anomalia. “Ela explicou que a Clara precisava de um atendimento em Cuiabá, mas não conseguimos nada com a Saúde Pública. Fomos atrás de atendimento com a ajuda de vizinhos e familiares”, conta.
Ao chegar em Cuiabá, a hidrocefalia foi confirmada por um médico do Hospital Geral e o profissional, segundo o pai, teria afirmado que, se a menina fosse submetida ao procedimento cirúrgico, morreria.
Desesperados, os pais voltaram para Alta Floresta e o estado da criança foi se agravando sem tratamento adequado. “Conversei com a minha ex-mulher naquela época e achamos melhor adiar a cirurgia, mas agora ela precisa urgente desse tratamento”, disse.

AJUDA MÉDICA E DOAÇÕES

Claudemir abriu uma conta poupança na Caixa Econômica Federal (CEF) para receber ajuda financeira. Para colaborar com a família, os interessados podem fazer depósitos de qualquer quantia na Conta número 71451-7, operação 13. Na Agência 1385. O telefone de contato de Claudemir é (66) 9239-5207, em Alta Floresta.

Nativa News com ReporterMT

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