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Leandro Vuaden revela estar recebendo ameaças após pênalti marcado contra o Paysandu

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Árbitro gaúcho afirma que está ocupado "cuidando da integridade da família" e que as ameaças estão sendo registradas na Polícia, mas que em breve deve se pronunciar sobre o caso

Desde o último domingo a rotina de Leandro Pedro Vuaden tem sido tensa. O árbitro gaúcho trabalhou no duelo entre Náutico e Paysandu, nos Aflitos, pelas quartas de final da Série C. Além de críticas, ele revelou ao GloboEsporte.com que tem recebido ameaças em razão da marcação de um pênalti a favor do Timbu, aos 49 minutos do segundo tempo do jogo contra o Papão.

– Neste momento estou cuidando da integridade da minha família devido às milhares de ameaças que venho recebendo, todas registradas no órgão competente, mas posteriormente estarei às disposição – resumiu o árbitro à reportagem em aplicativo de mensagens.

Poucas horas após a partida o número de telefone de Leandro Vuaden foi divulgado em grupos de torcedores do Paysandu no Whatsapp, que lotaram a caixa de mensagens do árbitro com xingamentos e ameaças. Após o breve contato com a reportagem, Vuaden prometeu dar sua versão dos fatos em momento mais oportuno.

Entenda o caso

O pênalti controverso foi decisivo para o resultado do jogo. Antes da marcação o Paysandu vencia por 2 a 1 e estava garantindo uma vaga nas semifinais da competição e, consequentemente, o acesso à Série B de 2020. A penalidade no estouro dos acréscimos fez com que o Náutico conseguisse o empate e levasse à decisão para as cobranças na marca do cal, vencidas pelo Alvirrubro.

Desde o último domingo a rotina de Leandro Pedro Vuaden tem sido tensa. O árbitro gaúcho trabalhou no duelo entre Náutico e Paysandu, nos Aflitos, pelas quartas de final da Série C. Além de críticas, ele revelou ao GloboEsporte.com que tem recebido ameaças em razão da marcação de um pênalti a favor do Timbu, aos 49 minutos do segundo tempo do jogo contra o Papão.

– Neste momento estou cuidando da integridade da minha família devido às milhares de ameaças que venho recebendo, todas registradas no órgão competente, mas posteriormente estarei às disposição – resumiu o árbitro à reportagem em aplicativo de mensagens.

Poucas horas após a partida o número de telefone de Leandro Vuaden foi divulgado em grupos de torcedores do Paysandu no Whatsapp, que lotaram a caixa de mensagens do árbitro com xingamentos e ameaças. Após o breve contato com a reportagem, Vuaden prometeu dar sua versão dos fatos em momento mais oportuno.

Ao término do jogo nos Aflitos houve uma grande invasão ao gramado. Um torcedor do Náutico gravou um vídeo beijando o rosto de Vuaden agradecendo a marcação do pênalti, brincadeira que acabou instigando ainda mais revolta entre os bicolores.

Ainda no estádio o técnico do Papão, Hélio dos Anjos, afirmou em entrevista coletiva se sentir “roubado” e “assaltado” com o pênalti marcado por Leandro Vuaden e fez duras críticas pessoais ao apitador e a Leonardo Gaciba, chefe do departamento de arbitragem da CBF.

Na segunda-feira o presidente do clube paraense, Ricardo Gluck Paul, afirmou que iria acionar a Justiça Desportiva na tentativa de anular a partida alegando “erro de direito”. O Paysandu contratou o advogado fluminense Michel Assef Filho, que defendeu Ponte Preta contra o Aparecidense, em solicitação similar. Ele deu entrada com o pedido de anulação no STJD nesta terça-feira.

Sandro Meira Ricci, ex-árbitro e atual comentarista do canal SporTV, avaliou e afirmou que houve “erro gravíssimo” de Vuaden no lance e que o pênalti não deveria ter sido marcado. Nesta terça-feira, em razão da repercussão, o presidente do Náutico minimizou o caso e opinou que o pênalti deveria ter sido marcado.

Globo Esporte

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