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Juiz revoga cautelar e manda delegado e investigadora acusados de protegerem traficantes voltarem ao trabalho em MT

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Conforme a defesa, a medida cautelar que determinou o afastamento de João Bosco e Gláucia está vigorando desde 2013 devido à ausência da conclusão das perícias de voz deferidas pela Justiça por falta de aparato do estado.

O juiz Moacir Rogério Tortato, da 3ª Vara Criminal de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, revogou a medida cautelar que mantinham afastados dos cargos o delegado João Bosco Barros e a mulher dele, investigadora da Polícia Civil, Gláucia Cristina Moura Alt. A decisão é dessa quarta-feira (27) e foi requerida pela defesa do casal.

Conforme a defesa, a medida cautelar que determinou o afastamento de João Bosco e Gláucia está vigorando desde 2013 devido à ausência da conclusão das perícias de voz deferidas pela Justiça por falta de aparato do estado.

O juiz entendeu que a fase de instrução criminal está praticamente encerrada e que, por isso, não há o risco de que os acusados interfiram na colheita de provas. Além disso, segundo o magistrado, a medida não pode perdurar por tempo indefinido, já que prejudica demasiadamente o interesse dos acusados, além de ferir as garantias constitucionais.

João Bosco, a mulher e outros investigadores da Polícia Civil foram acusados de supostamente protegerem uma quadrilha de traficantes de drogas que atuava em Mato Grosso. Na sede da Polícia Interestadual de Mato Grosso (Polinter), em 2014, o delegado negou o crime e ainda ironizou sobre a Operação ‘Abadom’, deflagrada em junho daquele ano, com o intuito de desmontar esse esquema envolvendo policiais e traficantes.

Quando a operação foi deflagrada, Bosco e a mulher ficaram cerca de uma semana presos e conseguiram a liberdade. Porém, depois que o processo foi transferido da Comarca de Várzea Grande para a Vara do Crime Organizado em Cuiabá, as prisões preventivas dos dois foram decretadas novamente.

G1

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