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JBS é convocada para explicar “cartel da carne” e deputado fala em queima de arquivo

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Durante explanação sobre a abertura da CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal, o deputado estadual Wilson Santos (PSDB) avisou que irá convocar o ex-presidente da empresa JBS, Joesley Batista, para explicar o “cartel da carne” montado em Mato Grosso. Segundo o tucano, grupo empresarial, que obteve benefícios fiscais fraudulentos na gestão de Silval Barbosa, comprou vários frigoríficos e colocou pecuaristas da região de “joelhos”.

“O ex-governador Silval Barbosa em delação premiada confessou que recebia alguns milhões de reais mensalmente do setor de frigorifico de Mato Grosso, capitaneado pela JBS, do senhor Joesley Batista, que nenhuma CPI conseguiu trazer este cidadão aqui. Ele que comprou quase todos os frigoríficos de Mato Grosso, estabeleceu um novo conceito de preços , colocou o pecuarista mato-grossense de joelhos”, frisou o tucano em pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa.

Joesley foi preso ano passado por crimes investigados na Operação Lava Jato. Atualmente, ele responde em liberdade.

Wilson assegura que é necessário apurar envolvimento do empresário no esquema dos frigoríficos do Estado e ouvir os evolvidos para esclarecer o “cartel da carne”. “Este cidadão tem que vim na CPI para explicar o cartel que ele montou em Mato Grosso. Este cidadão e sua diretoria serão com certeza indicados por mim a serem convocados a comparecer. Porque é que é que o cartel da carne de Mato Grosso pagava propina ao governador do Estado, segundo delação do ex-governador Silval Barbosa”.

O esquema dos incentivos da JBS foi apurado pelo Ministério Público Estadual e confessado pela JBS em acordo de leniência com a “força tarefa” da Lava Jato. Segundo o empresário Wesley Batista – irmão de Joesley -, o ex-governador Silval Barbosa exigiu cerca de R$ 30 milhões em propina para conceder incentivos a uma planta frigorífica do grupo JBS em Diamantino.

Contudo, este incentivo foi “estendido” a todas as plantas da JBS, gerando desigualdade no setor em todo Estado.

O ex-governador também confessou ter recebido propina do grupo JBS durante sua gestão. Os recursos foram investidos para pagar dívidas de campanhas políticas.

QUEIMA DE ARQUIVO

Em sua fala, Wilson considera que assassinato do empresário Wagner Florêncio Pimentel, investigado na Operação Crédito Podre, no último final de semana, foi queima de arquivo. Isso porque, ele iria delatar vários poderosos que participavam do esquema de sonegação no valor de R$ 140 milhões.

Sendo assim, o deputado confirma que vai pedir ao secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante acesso as investigações. Além disso, conta que viúva deve abrir o jogo do que sabia do marido morto.

“Ele estava portando tornozeleira eletrônica. Provavelmente o assassinato do senhor Wagner Florêncio Pimentel, é queima de arquivo, prática comum em Mato Grosso . Estarei ainda hoje procurando a Polícia Judiciária Civil em especial o secretário de estado Alexandre Bustamante , porque queremos ter acesso se é que houve uma delação parcial dele, aonde segundo informações, ele entrega meio mundo dos poderosos de Mato Grosso”.

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