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Japonesa supera 30 trilhões de dígitos em novo recorde do número

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O valor do Pi foi recalculado. O 'novo' Pi tem agora 31 trilhões de dígitos, novo recorde em quantidade de algarismos. O recorde anterior estipulava um Pi com 22 trilhões de dígitos.

A dona da façanha é Emma Haruka Iwao, funcionária do Google no Japão. Ela encontrou os novos algarismos com a ajuda dos equipamentos da gigante de tecnologia.

O Pi, também grafado como π, é a proporção alcançada quando se divide a circunferência de um círculo por seu diâmetro. Os primeiros três dígitos nos ensinam na escola: 3,14. Mas esse número é infinitamente mais longo.

O Pi é usado tem aplicações para engenharia, física, computação e também na exploração espacial porque permite calcular ondas, círculos e cilindros. E a busca por versões cada vez mais longas do Pi é um “passatempo” de longa data entre os matemáticos.

Iwao disse ser fascinada pelo número desde criança.

Cálculo pesado

Para chegar aos 33 trilhões de dígitos, o cálculo da japonesa consumiu 121 dias e 170 terabytes de memória – a título de comparação, 200 mil músicas ocupam um espaço equivalente a 1 tera. Iwao usou 25 máquinas virtuais para quebrar o recorde do Pi mais longo. Estender a sequência de números do Pi é muito difícil porque o número não segue nenhum padrão.

“Fiquei surpresa”, disse Iwao, que há três anos trabalha no Google e ainda não desistiu de expandir ainda mais o Pi.

“Não tem fim para o Pi. Gostaria de encontrar mais dígitos”, disse ela à BBC News.

Levaria exatos 332.064 anos para dizer todos os 31,4 trilhões de dígitos do Pi encontrados até agora. A notícia foi divulgada pelo Google nesta quinta-feira, o “Dia Internacional do Pi”. A data foi criada com base no formato americano de calendário – no qual o 14 de março é grafado como 3/14.

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De acordo com lista da Nasa, há formas diversas de se usar o Pi na prática. Entre elas:

– Calcular o tamanho do paraquedas necessário para enviar um veículo espacial para a superfície de Marte;

– Calcular quantas imagens de câmera retangular serão necessárias para mapear a superfície de um planeta;

– Fazer com que a espaçonave freie na hora certa para entrar em órbita ao redor de planetas.

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“O Pi é útil não apenas para medir círculos, mas também aparece em cálculos para medir tudo, desde o período de um pêndulo até a força de um feixe”, explica o matemático Matt Parke.

“A matemática moderna, a física, a engenharia e a tecnologia não poderiam funcionar sem o Pi”, completa Parker.

Em 2010, Nicholas Sze usou a nuvem do Yahoo! para calcular que dois quadrilhões de dígitos do Pi eram zero. Essa conta levaria 500 anos num computador padrão.

BBC

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