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Introdução alimentar pode ser facilitada por berçários e escolas

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É durante o período que vai dos seis meses aos três anos que a criança constrói suas preferências gustativas

A introdução alimentar em bebês é uma das fases mais desafiadoras da vida familiar. O momento, que é de adaptação ao “novo”, promove uma rotina nutricional para a criança e molda o seu comportamento alimentar do futuro – por este motivo, a etapa é considerada tão importante por especialistas.

A partir do sexto mês, já se torna possível a experimentação de alguns alimentos na vida do neném. Tendo em vista que, antes disso, a Organização Mundial de Saúde (OMS) defende a exclusividade do leite materno. Normalmente mais abertos aos gostos adocicados, os bebês costumam ter mais facilidade com papinhas de fruta, por exemplo.

Conforme explica a diretora do Complexo Educandário Jardim das Goiabeiras, a psicopedagoga Ivete Barros, o berçário e a escolinha desempenham um papel importante no processo de introdução alimentar por se utilizarem de recursos lúdicos em prol de facilitar esse processo de aprendizagem.

“No ambiente escolar, a introdução à educação alimentar acontece quando os professores estimulam as crianças pelas cores e sabores – e esse exercício traz muitos benefícios futuros. São ensinamentos que ficam para a vida”, ressalta.

Ivete complementa que é durante o período que vai dos seis meses aos três anos que a criança constrói suas preferências gustativas. Logo, recomenda-se que os pais tenham em mente a regra dos 15. Ou seja, ofereçam de 12 a 15 vezes o mesmo alimento para que o bebê aprenda a gostar.

“A ideia é que, desta forma, as novas gerações sejam condicionadas a uma alimentação equilibrada do ponto de vista nutricional. É normal você dar uma fruta e ele cuspir. O erro é assumir a derrota e deixar a fruta de lado. Jogar os alimentos para fora com a língua é ele imitando o movimento de sucção. E, mesmo quando ele não quer comer de modo algum, dá pra tentar mais uma vez. Apresente o alimento de outra forma, se preciso”, pondera.

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL VS. EXEMPLO

A psicopedagoga salienta que se uma criança não for exposta, durante a infância, a uma rotina alimentar com excesso de sal e açúcar, a tendência é que ela não consuma descomedidamente tais ingredientes no futuro. Inclusive, durante os primeiros anos de vida, boa parte dos nutricionistas defende a substituição do sal por temperos como cebolinha, salsinha e hortelã.

“É claro que a criança vai querer comer o chocolate ou desejar qualquer outro industrializado. Mas, se há a correta orientação em casa, o brigadeiro será sinônimo de exceção e não se tornará regra”, comenta Ivete.

No entanto, ela explica que um dos pontos fundamentais da introdução e educação alimentar é o exemplo. Para a psicopedagoga, os pais e a família desempenham um dos mais importantes papeis, já que ensinam por meio dos próprios hábitos.

 

 

 

Fonte: MidiaNews

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