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Ilhas de prosperidade em Mato Grosso, Diamantino é lembrado por MBA em Gestão Empresarial

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN) publicou na semana passada o IFDM – Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal. Trata-se de estudo que acompanha anualmente o desenvolvimento socioeconômico de todos os mais de 5 mil municípios brasileiros em três áreas de atuação: emprego & renda, educação e saúde.

Criado em 2008, ele é feito, exclusivamente, com base em estatísticas públicas oficiais, disponibilizadas pelos ministérios do Trabalho, Educação e Saúde.

O índice varia de 0 a 1 para classificar o nível de desenvolvimento de cada cidade em quatro categorias: alto desenvolvimento (superior a 0,8 ponto), moderado (0,6 a 0,8 ponto), regular (0,4 a 0,6 ponto) e baixo (inferior a 0,4 ponto).

O relatório tornou-se referência para o acompanhar o desenvolvimento socioeconômico dos municípios e sua leitura é muito simples: quando mais se aproxima de 1 maior é o desenvolvimento da cidade.

O estudo analisa os desafios e conquistas do desenvolvimento socioeconômico brasileiro sob a ótica da gestão municipal: estabelecimento de ambiente de negócios local propício à criação de emprego e renda, garantia de educação infantil e fundamental e atenção à saúde básica.

Dos municípios de Mato Grosso dois aspectos chamam a atenção no relatório. A excelente posição alcançada por Cuiabá entre as capitais e o fato de que dos dez municípios mais desenvolvidos do Estado nove têm suas economias baseadas no agronegócio.

A única exceção é Cuiabá. Assim mesmo, é possível afirmar que Cuiabá beneficia-se colateralmente do progresso do setor agropecuário, pois uma porção significativa do capital acumulado pelos empreendedores do agro são gastos ou investidos na Capital.

Um dos destaques do estudo, Cuiabá ocupa a quinta posição entre as capitais consideradas mais desenvolvidas, ficando atrás apenas de Florianópolis, Curitiba, São Paulo e Terezina, deixando para trás grandes cidades como Rio de Janeiro, Porto Alegre, Recife, Vitória e Goiânia.

Segundo o estudo, que tem por base dados de 2016, o item emprego e renda ajudou a Capital mato-grossense alcançar padrão de desenvolvimento alto, pois a economia da capital sentiu menos que as demais os efeitos nocivos da forte recessão econômica que tomou conta do país entre 2014 e 2016.

Das outras cidades classificadas como mais desenvolvidas o destaque é Lucas do Rio Verde. Está em primeiro lugar no ranking de desenvolvimento de Mato Grosso. Cuiabá fica em segundo lugar no Estado.

Além da forte geração de emprego e renda, resultado da grande produção agrícola, a cidade conta com boa base de indústrias processadoras de alimentos e o seu sistema de educação virou referência nacional. Lucas é seguida de perto por Diamantino, Sorriso, Campo Novo do Parecis e Sinop. Nova Mutum, Rondonópolis e Primavera do Leste completam o clube dos desenvolvidos pantaneiros.

São verdadeiras ilhas de prosperidade em território mato-grossense, ancoradas na prosperidade e acúmulo de riquezas proporcionadas pelo acelerado crescimento do setor agropecuário. Quando a comparação é feita com os dez municípios que apresentam o menor nível de desenvolvimento socioeconômico, a sensação de ilhas de riquezas fica ainda mais evidente. É como se tivéssemos em Mato Grosso uma porção Suécia e outra Bangladesch convivendo no mesmo espaço geográfico.

É motivo de orgulho e reflexão a posição ocupada pela capital e algumas prósperas cidades de Mato Grosso no relatório da FIRJAN. Leva-nos a refletir sobre a necessidade de rediscussão sobre a eficácia de políticas públicas para, senão resolver, ao menos mitigar esse abismo de desigualdades regionais que se estabeleceu no estado nas últimas décadas.

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