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Idoso pode se vacinar contra o sarampo? Quem já teve deve tomar a vacina? Especialistas respondem dúvidas

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Com três mortes confirmadas por causa da infecção por sarampo, o vírus começa a se espalhar do Norte para outras regiões brasileiras; Ministério da Saúde pede reforço da cobertura vacinal em todo o país, principalmente entre aqueles que viajaram para fora do Brasil nos últimos 30 dias.

Neste mês, o Ministério da Saúde alerta para que se redobre a atenção contra o sarampo por causa do fim da Copa do Mundo na Rússia e a volta de brasileiros que viajaram para assistir aos jogos, uma vez que a Europa teve 400% de aumento dos casos da doença em 2018 em comparação com o ano passado.

No mundo todo, o número de casos registrados aumentou em 30% no ano passado. Foram 173.330, 41 mil a mais do que em 2016. Destes, 775 casos foram na região das Américas.

Segundo o informe do Ministério da Saúde, é necessário ter atenção com sintomas para indivíduos “com história de viagem ao exterior nos últimos 30 dias ou que tenha tido contato, no mesmo período, com alguém que viajou ao exterior”.

Essa orientação, na realidade, é anterior à Copa do Mundo e diz respeito à preocupação com os casos importados de sarampo, uma vez que os casos autóctones, em que a doença é contraída com circulação do vírus dentro do país, não ocorriam desde 2000.

Devem ser vacinadas todas as pessoas – com exceção de gestantes e pessoas com imunidade afetada – entre os seis meses de vida e os 49 anos que nunca tenham se vacinado contra o sarampo ou que não sabem se foram ou não imunizadas.

Quanto aos casos suspeitos, o ministério pede atenção para os seguintes sintomas: febre, conjuntivite, manchas vermelhas na pele, tosse e coriza. Nos quatro dias após o início dos sintomas, essas pessoas devem ser isoladas para evitar contaminar as pessoas ao redor.

A BBC News Brasil ouviu autoridades sobre transmissão do vírus do sarampo e imunização, e responde às principais dúvidas sobre o assunto.

O Brasil está com surto de sarampo?

Sim, segundo documento emitido em março pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

O surto no Brasil, por enquanto, se concentra nos estados Amazonas e Roraima, mas o vírus já começou a se espalhar para outras regiões: no Rio de Janeiro, 2 casos já foram confirmados e outros 14 são investigados. Sete casos já foram confirmados no Rio Grande do Sul, além de 2 casos no Mato Grosso e 1 em São Paulo. No total, são 995 casos de sarampo registrados no Brasil entre 1º de janeiro e 23 de maio, sendo 475 confirmados, com 3 mortes.

O sarampo era considerado erradicado nas Américas desde 2016, segundo certificado emitido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Como prevenir o sarampo?

Existem medidas de prevenção contra o sarampo, mas a imunização por meio das vacinas é a única medida eficaz contra o sarampo. Por isso, o Ministério da Saúde busca vacinar 95% da população de 6 meses a 49 anos.

Além das vacinas, as pessoas podem adotar demais medidas, como: higienizar as mãos com água e sabão antes das refeições, antes de tocar os olhos, a boca e o nariz, assim como após tossir, espirrar, ir ao banheiro ou cumprimentar pessoas. Ao tossir e espirrar, deve-se proteger a boca e o nariz com lenços descartáveis e nunca espirrar nas mãos; caso não tenha um lenço descartável, recomenda-se espirrar no antebraço, próximo ao cotovelo. Evitar aglomerações e manter os ambientes ventilados são outras medidas de prevenção contra a transmissão do sarampo.

Sarampo mata?

De acordo com Oliveira, sim. “O sarampo pode se apresentar de forma extremamente grave, principalmente no que diz respeito aos sistemas respiratório e nervoso central, podendo causar a morte.”

O sarampo é uma doença infecciosa grave, extremamente contagiosa, que pode afetar qualquer pessoa, de qualquer idade, que não tenha anticorpos contra a doença.

Entre as várias complicações que o vírus pode causar estão a pneumonia e as alterações neurológicas, como convulsões, confusão mental, alucinações, fraqueza e perda de sensibilidade. Essas complicações costumam ser mais severas em crianças desnutridas e menores de um ano de idade.

A doença também pode deixar sequelas graves para o resto da vida. “As mais comuns são as neurológicas e podem ocorrer durante a doença ou até vários anos após a infecção”, informa o médico infectologista.

Qual o nome da vacina a tomar contra sarampo?

São duas as vacinas contra sarampo: a tríplice viral, que também protege contra os vírus da rubéola e da caxumba, e a tetravalente viral, que inclui a imunização contra um quarto vírus, a varicela, conhecida como catapora.

Onde posso encontrar a vacina?

Tanto a vacina tríplice viral como a tetravalente viral estão disponíveis o ano todo nas Unidades Básicas de Saúde, de graça e para toda a população. Também há a possibilidade de tomar essas vacinas em clínicas particulares, mas não de maneira gratuita. Tanto na rede privada como no SUS, os componentes das vacinas contra o sarampo são os mesmos.

Posso pegar sarampo por meio da vacinação?

A pesquisadora da FioCruz explica que as vacinas contra sarampo são feitas a partir do vírus enfraquecido e, por isso, o risco do vacinado ser infectado pela vacinação não passa de 2%.

Fonte: BemEstar

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