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Greve na Unemat de Caceres completa 63 dias

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unemat de caceresA paralisação dos acadêmicos do curso de medicina da Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat), em Cáceres (225 km de Cuiabá), completou ontem 63 dias. O movimento “SOS Medicina”, pede por melhorias na estrutura física e educacional do curso. O acordo com a reitoria da instituição foi debatido até mesmo por uma audiência de conciliação na Justiça, mas sem sucesso.

Agora, para ajudar os alunos no diálogo com a instituição, os professores do curso montaram uma comissão. Em reunião no último sábado (11), os professores debateram o rumo do movimento com os estudantes.

Segundo o blog que o movimento mantém, os docentes estão preocupados com a situação. Mesmo acreditando que as reivindicações são justas, eles afirmam que a greve prejudica os alunos, professores e a equipe da universidade. “Por isso, é preciso uma união para que soluções sejam encontradas”, diz trecho de uma publicação.

Entre todas as reivindicações, os estudantes apontaram que algumas são imprescindíveis, sendo elas: a entrega do calendário de reposição das aulas e dos conteúdos que ficaram pendentes; a entrega do Projeto Político Pedagógico completo; aquisição de bibliografia mínima para as atividades e os planos de ensino também completos.

Os professores ressaltaram que algumas ações são prioridades, e as outras, podem ser negociadas e acompanhadas ao longo das próximas semanas, entre elas estão: qualificação dos docentes; cumprimento de carga horária pelos professores; acesso à base de dados da Saúde; revisão da seleção de vagas remanescentes; construção do bloco do curso e do biotério.

Todas as reivindicações são antigas, desde 2012, os alunos divulgam manifestos sobre as condições da universidade. O bloco do curso, por exemplo, há dois anos com as obras paradas. Em 2013, o reitor afirmou que o bloco seria entregue em março deste ano, o que não aconteceu.

A reitoria da Unemat está mantendo o diálogo com o movimento, conforme explicou a assessoria de imprensa da instituição. Foi informado ainda, que as propostas apresentadas aos alunos foram protocoladas no Ministério Público Estadual (MPE), que está acompanhando o caso. Agora, a direção aguarda um posicionamento dos alunos, em especial sobre o fim da greve, que foi deflagrada em agosto.

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