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Frigorífico com investimento de R$ 10 mi será reaberto em Juruena em fevereiro

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O Frigorífico Frigol, quarto principal frigorífico do país, vai investir mais de R$ 10 milhões em uma planta frigorífica com capacidade para abater até 18 mil cabeças por mês em Juruena. A planta empregará, de imediato, 450 trabalhadores da região e deve começar a operar em 19 de fevereiro.

 Mato Grosso será o quarto estado que o grupo terá unidade, já instaladas em São Paulo (Lençóis Paulista), Pará (São Félix do Xingu e Água Azul do Norte), Goiás (Cachoeira Alta) e, agora, Juruena.O presidente e o diretor operacional do grupo Frigol, Luciano Pascom,  comentou a ampliação do empreendimento. “Nós já tínhamos interesse em arrendar, estava em processo de conversação com a JBS no ano passado. A expectativa é que sejam abatidas 15 a 18 mil cabeças por mês quando a planta estiver em operação”, comentou Pascom.

Desde 1970, a Frigol vem se consolidando como uma das grandes empresas brasileiras no setor de produção e industrialização de carnes e tem alta participação no mercado nacional e internacional, atendendo mais de 60 países espalhados pela América do Sul, Europa, Oriente Médio, Ásia e África.

No país, o grupo gera aproximadamente 1.500 empregos diretos e dobrou a capacidade nos últimos cinco anos processando cerca de 120.000 toneladas de bovinos e 7.000 toneladas de suínos por ano.

Incentivos

O governador em exercício Carlos Fávaro recebeu, nesta quarta (3), o presidente e o diretor operacional do Frigol, Luciano Pascom. Fávaro lembrou a crise que o setor pecuarista vivenciou em 2017, começando com a Operação Carne Fraca, que tinha como finalidade combater a corrupção, porém, afetou a imagem do setor questionando a qualidade da carne brasileira.

“Isso é inquestionável. Para se ter uma ideia, a Vigilância Sanitária do nosso país tem 102 anos de atuação”, disse Fávaro. Segundo ele, para ajudar o setor a atravessar as crises, como medida emergencial, o Governo do Estado alterou, de forma momentânea, a alíquota da cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para a transferência de gado em pé de Mato Grosso para outros estados. A redução foi de 7% para 2,5%.

“Isso tudo fez com que o governo e o setor buscassem investimentos para Mato Grosso. Todo esse trabalho fez com que oito plantas frigoríficas fossem reabertas em 2017. E agora a planta frigorífica de Juruena, que estava paralisada há mais de cinco anos, deverá ser reaberta em fevereiro. A nossa vocação é produzir comida, carne e verticalizar. E o governo está disposto a isso”, observou Fávaro.

Serão gerados de forma imediata 450 empregos diretos, podendo em seis meses alcançar 600 postos de trabalhos, destaca o diretor operacional Orlando Negrão. “Já foram contratadas 50 pessoas que foram para o Pará para receber treinamento e mossa meta é que 90% dos trabalhadores da região ocupem as vagas”. Em 2017 a companhia faturou R$ 1,5 bilhão. Sua capacidade de exploração é de 80 mil animais por mês. Também é a segunda maior abatedora de Angus do Brasil.

O secretário de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Carlos Avalone, frisou que a Secretaria é a maior parceria desses investimentos, sendo a porta de entrada, e que além da redução para 2,5% do ICMS, entende que é possível melhorar os incentivos para a reabertura desses frigoríficos que estão fechados. A medida já foi autorizada pelo governador Pedro Taques e pelo vice Carlos Fávaro.

“Após um período de ‘monopólio’, vários frigoríficos ficaram com linhas de produção defasadas e, portanto, necessitam de investimento na modernização do parque de máquinas para reabrir as plantas. Para isso, o governo lançou mão do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic), por meio do qual as empresas terão até 10 anos para pagar parte do ICMS que deverão”.

O presidente do Sindicato Rural de Cuiabá, Jorge Pires, destacou a importância dessas reuniões para reabertura das plantas. “É ruim ficar totalmente dependente de um grupo. Empresas que têm tradição e que são pequenas e médias encontram em Mato Grosso um mercado potencial. Então estamos satisfeitos de trazê-los aqui no governo”.

Para o funcionamento, a planta frigorífica precisa de licenças ambientais. Fávaro encaminhou os empresários para uma reunião com o secretário de Estado de Meio Ambiente, André Baby, para que os processos tenham agilidade. (Com Assessoria)

 

Fonte: RDnews

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